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Nova York proíbe comportamentos de chatbot que colocam crianças em risco

Nova York aprova lei que proíbe interações de chatbot com menores consideradas perigosas, com penalidades incluindo multas e desligamento do sistema.

29 de out., 04:03 16 fontes · 1 país Regulação Regulação
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Representação de interface de chatbot com ícone de proteção infantil Foto: Airam Dato-on / Pexels

Nova York proibiu oficialmente, a partir de 1º de janeiro de 2027, comportamentos considerados perigosos em interações entre chatbots de companhia e crianças menores de 18 anos, conforme lei assinada pela governadora estadual Kathy Hochul, segundo informou a ABC News, citando o serviço de imprensa Associated Press.

Proibições e penalidades

A nova legislação define uma dúzia de “comportamentos inseguros” que não poderão ser praticados por chatbots interagento com menores. Entre os proibidos estão mensagens que sugiram que o robô tem emoções reais, opiniões ou relacionamento com a criança, bem como uso de elogios excessivos, conteúdo sexualmente explícito, incentivo ao segredo ou a comportamentos saudáveis duvidosos. Desenvolvedores que violar a lei podem ser processados pelo escritório do procurador-geral do Estado, com punições que vão desde danos monetários até o encerramento do serviço e destruição de dados coletados.

Contexto nacional

Nova York é a segunda unidade federativa, após Califórnia, a aprovar uma legislação abrangente sobre segurança de IA voltada para crianças. Em setembro, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, sancionou lei que exige que desenvolvedores de chatbots avaliem os riscos de seus modelos para menores, demonstrem esforços para eliminá-los e submetam-se a auditorias independentes. Paralelamente, oito estados norte-americanos entraram com uma ação coletiva contra a empresa OpenAI, acusando o modelo de chatbot da organização de dificultar o bem-estar infantil e de enganar adultos.

Página de documento legal com selo de aprovação estatal
Foto: Brett A / Pexels

Controvérsias e perspectivas

Segundo especialistas, como Justine Gluck, da Future of Privacy Forum, a divergência entre as abordagens de Nova York e Califórnia pode servir como modelo para outros estados. Entretanto, parte das regras está amplamente definida ou sem clareza, gerando dúvidas sobre a linha entre respostas normais de um chatbot e comportamentos proibidos. Enquanto isso, o presidente Donald Trump tem demonstrado desinteresse sobre a regulamentação federal da IA, alertando os governos locais contra ações estaduais.

O que ainda não foi divulgado

Não há detalhes sobre como será implementada a fiscalização contínua dos chatbots, nem sobre os critérios exatos para identificar “comportamentos inseguros” em conversas casuais. Além disso, não foi informado se outras unidades federativas planejam seguir os mesmos passos legislativos.

Apurado em 16 fontes

ABC News (Estados Unidos)

ver as 16 fontes

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