A NASA desenvolveu o COFFIES, um sistema de inteligência artificial capaz de prever regiões ativas no Sol que podem desencadear tempestades solares, informou a agência por meio do Goddard News. A ferramenta foi criada por uma equipe de astrofísicos para antecipar eventos de clima espacial com horas de antecedência, protegendo satélites, astronautas e infraestruturas críticas na Terra.
Como funciona o COFFIES
O COFFIES usa algoritmos de IA para analisar dados solares e identificar padrões que precedem a formação de regiões ativas — áreas de intensa atividade magnética que podem produzir erupções solares e ejeções de massa coronal. Essas tempestades podem interromper comunicações de rádio, danificar satélites e representar riscos à saúde de astronautas em missões fora da proteção magnética da Terra.
Segundo o Goddard News, o sistema processa imagens e medições da superfície solar em tempo real, oferecendo previsões mais rápidas e precisas do que os métodos tradicionais. A NASA destaca que o modelo já foi testado com dados históricos e apresentou resultados promissores na detecção precoce de eventos solares.

Contexto para exploração espacial
A iniciativa faz parte dos esforços da NASA para aprimorar a previsão de clima espacial à medida que a humanidade se prepara para missões à Lua e a Marte. Com o programa Artemis e planos de exploração mais distantes, a capacidade de antecipar tempestades solares se torna essencial para garantir a segurança de equipamentos e tripulações.
A agência não divulgou prazos para a implantação operacional do COFFIES em missões futuras nem detalhes sobre a integração com outros sistemas de monitoramento solar. Também não foram informados os nomes dos pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento da ferramenta.
O que ainda não foi divulgado
- Data prevista para o uso operacional do COFFIES em tempo real.
- Nomes dos astrofísicos que lideraram o projeto.
- Detalhes técnicos sobre os algoritmos e a base de dados utilizada no treinamento da IA.
- Planos para disponibilizar o sistema para agências espaciais parceiras, como ESA ou JAXA.


