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Mistral alcança US$ 24 bi em rodada de €3 bi, maior aporte da Europa

Mistral AI, empresa francesa de IA, levanta €3 bilhões em rodada liderada por Samsung e Scaleup Europe, chegando a US$ 24 bilhões de valuation.

08 de set., 02:24 6 fontes · 6 países Mercado
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Ilustração de um data center com servidores Foto: Brett Sayles / Pexels

Mistral AI, a empresa francesa de inteligência artificial, anunciou uma rodada de Série D de €3 bilhões, que avalia a companhia em mais de €21 bilhões, ou cerca de US$ 24 bilhões. Segundo a Reuters, a captação foi liderada conjuntamente por PSG Equity, que já era investidor, pela Samsung Electronics e pelo fundo Scaleup Europe, este último apoiado pela União Europeia e participando pela primeira vez. A operação foi apresentada pela empresa como a maior rodada de ações já realizada por uma empresa de tecnologia privada na Europa.

Investidores e novos nomes na base

O Trending Topics informa que, além dos líderes, outras figuras entraram na rodada: a Advent, fundos geridos pela BlackRock e o Grão-Ducado do Luxemburgo como investidor estatal. Também mantiveram participação nomes já conhecidos como a16z, General Catalyst, Lightspeed, Salesforce Ventures, Hillspire — fundo de Eric Schmidt — e a NVIDIA, que não só investe como fornece chips para os treinos. No mercado europeu, seguem presentes players como ASML, Belfius, BNP Paribas CIB, Bpifrance, Carmignac, Eurazeo, Korelya Capital e o fundo Solar da Phoenix Court, que detém LocalGlobe e Latitude.

Mistral AI afirma ter mais de 125 clientes corporativos em 20 países, entre os quais Airbus, ASML e HSBC. O CFO da empresa, Johan Bergqvist, disse à Reuters que a companhia está no caminho para alcançar US$ 1 bilhão de receita recorrente anual até o final do ano.

Estratégia de soberania e expansão internacional

Conforme mencionado no Trending Topics, os recursos da rodada serão usados para ampliar a capacidade de computação própria, treinar modelos maiores, construir infraestrutura e impulsionar o crescimento internacional. A empresa aponta como meta atingir até 2030 uma capacidade total de 1 gigawatt. Para isso, a Mistral está se transformando de mera fornecedora de modelos em uma “neocloud” europeia, com pontos de região que permitem ao cliente escolher entre processamento na Europa ou nos EUA, níveis de serviço diferenciados e abertura para modelos de terceiros como o GLM-5.2, da chinesa Z.ai.

Close-up de um chip de inteligência artificial
Foto: Jimmy Chan / Pexels

A pilha descrita pela empresa combina modelos de peso aberto, infraestrutura e capacidade de computação sob controle do cliente. Essa abordagem de soberania inclui quatro pilares: dados que não saem da organização, modelos que permanecem customizáveis, computação privada e previsível, e sistemas auditáveis. Em entrevista à Reuters, Bergqvist reforçou que manter acesso independente a IA é essencial para evitar dependências externas, especialmente após restrições norte-americanas a modelos avançados.

A empresa também divulgou um contrato bilionário com a Microsoft para fornecimento de infraestrutura de computação na Europa, anunciado em julho, embora a gigante tecnológica tenha ficado de fora dessa rodada de investimento.

Frente a concorrentes globais

A Reuters lembra que, mesmo com o avanço, o valuation da Mistral ainda é pequeno diante de rivais norte-americanos. Anthropic é vista com US$ 965 bilhões; OpenAI, com US$ 852 bilhões. Ambas prestes a fazer IPO. Sobre o futuro da Mistral, Bergqvist disse à Reuters que uma Oferta Pública Inicial (IPO) é apenas uma possibilidade futura, sem data definida e sem conversas ativas no momento.

Apurado em 6 fontes

uk.sports.yahoo.com (Quênia) · Trending Topics (Áustria) · Mistral AI (França)

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