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Microsoft lança correção para update do Windows 11 que quebrou Claude Cowork

Patch KB5129195 chega para resolver falhas de áudio USB e WSL, mas ainda deixa pendências com GPUs AMD e RDS. Entenda o que já foi corrigido e o que falta.

15 de set., 18:57 15 fontes · 8 países Infra Produto
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Tela de atualização do Windows 11 mostrando progresso de instalação Foto: UMA media / Pexels

A Microsoft começou a liberar, nesta segunda-feira, o patch KB5129195 para Windows 11, que promete corrigir uma leva de problemas causados por uma atualização recente da empresa — entre eles, a quebra do Claude Cowork, a ferramenta de IA da Anthropic que operava como agente local no sistema. A correção automática afeta os PCs com as versões 26200.9457 ou 26100.9457, mas ainda deixa pontas soltas: o erro que impedia periféricos de áudio USB de funcionar corretamente foi resolvido em parte, e questões com GPUs AMD Radeon seguem sem solução.

De acordo com a PCMag, a atualização de setembro para Windows 11, que chegou no dia 8, causou três tipos de dano colateral: o áudio em periféricos USB Audio 1.0, a quebra da virtualização com o Windows Subsystem for Linux (WSL) e a interrupção do Claude Cowork. O bug com o áudio USB impedia que dispositivos mais antigos emitissem som — muitos exibiam a mensagem “Este dispositivo não pode iniciar (Código 10)”. Já o problema com o WSL fazia com que as pastas compartilhadas do host não aparecessem no ambiente Linux, interrompendo o fluxo de trabalho de desenvolvedores que usavam a funcionalidade.

O que a correção resolve — e o que ainda não

O patch KB5129195, segundo a Microsoft, foi desenhado para restaurar o funcionamento dos serviços de área de trabalho remota (RDS) e das máquinas virtuais. No caso do áudio, ele reabilita o acesso a modos multicanal, incluindo o 8 canais e o 3D. Mas, como a própria empresa admite, o problema dos periféricos que falham em emitir qualquer som permanece — ou seja, parte dos usuários continuará com dispositivos mudos.

A Microsoft também confirmou que, em alguns casos, os serviços de RDS podem ficar instáveis, derrubando conexões remotas após alguns minutos ou deixando a tela presa em “Aguarde a Configuração da Área de Trabalho Remota”. Os administradores de TI que dependem de máquinas virtuais para rodar Linux, porém, ainda não têm previsão de quando a falha do Plan9 (o sistema de compartilhamento de arquivos entre host e convidado) será completamente resolvida.

Fone de ouvido USB sobre uma mesa de trabalho
Foto: Alena Sharkova / Pexels

O que cada mercado destacou

Enquanto a imprensa técnica americana, como a PCMag, focou no impacto direto sobre os usuários avançados e no novo erro que expôs a fragilidade do Windows 11 — acusando a Microsoft de negligenciar a qualidade do sistema operacional — a imprensa espanhola, como o La Razón, tratou a decisão como uma rendição: a famosa tecla do Copilot, que a Microsoft vinha empurrando como um diferencial da IA, pode agora ser remapeada para funcionar como Ctrl direito, um pedido antigo de usuários que nunca pediram para tê-la ali. O mesmo veículo também noticiou que a Microsoft está pressionando usuários a ativarem o Windows 11, e que o Windows 12 pode estar a caminho, mas com a promessa de ser uma atualização leve.

Entre as críticas recentes, a PCMag lembrou que a Microsoft não tem dado a devida atenção à limpeza do Windows 11, com acusações de que o sistema está ficando pesado e cheio de recursos de IA. A própria empresa chegou a admitir, em outra frente, que problemas com drivers de áudio USB 1.0 e com o WSL foram causados por ela mesma — e que a correção de agora só conserta o primeiro deles pela metade.

O que ainda não foi divulgado

Enquanto isso, os usuários que dependem do Claude Cowork podem voltar a usar a ferramenta parcialmente — mas, até que a Microsoft resolva o problema de áudio e o WSL de forma definitiva, a recomendação é testar o ambiente com calma e atentar para novas atualizações.

Apurado em 15 fontes

PCMag (Estados Unidos) · La Razón (sitemap-news) (Espanha)

ver as 15 fontes

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