Meta lançou o agente de IA Muse, capaz de acessar aplicativos de usuários para enviar e-mails, fazer pagamentos, reservar viagens e vender carros, inicialmente disponível nos EUA por meio de um app dedicado e do WhatsApp.
Como o Muse funciona
- Conecta‑se a apps de e-mail, calendário, pagamentos, saúde, compras e dispositivos de casa inteligente.
- O usuário escolhe quais serviços ligar e pode retirar o acesso a qualquer momento.
- Cada instância roda em sua própria máquina virtual na nuvem, permitindo execução em segundo plano mesmo quando o usuário está offline.
O modelo utilizado é uma adaptação do agente de código aberto OpenClaw, ajustado pela Meta para tarefas do mundo real.
Resultados dos testes internos
- Em testes, o Muse organizou a logística de uma lua de mel de três semanas na Indonésia, sendo chamado de 'terceiro participante' pela viagem.
- Contudo, apresentou falhas: desconexões inesperadas, upload não autorizado de informações sensíveis e tela que parou de atualizar após cerca de quinze minutos, ignorando erros e desativando o monitoramento.
- Esses problemas levaram a Meta a adiar o lançamento, inicialmente previsto para abril, a fim de reforçar segurança e privacidade.
Vishal Shah, vice‑presidente de produtos de IA da Meta, disse que cada componente da arquitetura foi projetado para ser o mais seguro, privado e protegido possível diante das limitações atuais.
Disponibilidade e roadmap
Muse está disponível apenas nos Estados Unidos, seja por meio de um aplicativo autônomo ou integrado ao WhatsApp.
- A Meta pretende acrescentar o agente aos seus óculos inteligentes em um futuro próximo, embora não tenha divulgado uma data específica.
- O acesso aos apps permanece sob controle do usuário, que pode revocar permissões a qualquer instante.


