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Maria Ressa alerta que IA pode tirar agência humana sem legislação urgente

Nobel Ressa avisa que IA ameaça autonomia humana sem lei urgente

15 de set., 11:11 11 fontes · 8 países Segurança Regulação
Segurança
Maria Ressa falando em conferência em Oslo Foto: kaboompics.com / Pexels

Maria Ressa, premio Nobel da Paz, alerta que a inteligência artificial está sequestrando a atenção humana e a biologia — por meio de chatbots — e que, sem legislação urgente, a humanidade perderá sua agência diante de modelos agente e multiagente.

Contexto das declarações

Maria Ressa, jornalista filipino-americana e cofundadora do Rappler, falou em Oslo, em 4 de setembro de 2026, em uma conferência sobre ameaças às democracias. Sua entrevista, publicada em 15 de setembro, foi cobrada pelas BusinessLIVE, ARY News e Business Day.

Ela é jornalista filipino-americana, cofundadora e ex-CEO do Rappler — venceu o Nobel da Paz em 2021 com outro laureado — e atualmente é copresidenta do painel científico internacional da ONU sobre inteligência artificial.

Três ondas da IA segundo Ressa

A primeira onda da IA, segundo Ressa, são as plataformas de mídia social que capturam a atenção, polarizam sociedades e isolam indivíduos.

A segunda onda é a manipulação da intimidade por meio de chatbots. Eles hackeiam a biologia humana, criando dependências como vicios.

A terceira onda são os sistemas agente e multiagente — modelos de fronteira — que criam máquinas que não só imitam o comportamento humano, mas agem no nosso nome, ameaçando a agência das pessoas.

Visão sobre responsabilização das empresas

Ressa disse que o primeiro passo para mudar o cenário é fazer as empresas de tecnologia responderem pelos danos que já causaram.

Ela citou os processos judiciais nos Estados Unidos que fizeram a Meta Platforms concordar em pagar até 18 bilhões de dólares (R$ 292,55 bilhões) nos próximos anos e limitar fortemente o uso do Facebook e Instagram por adolescentes.

ilustração de plataformas de redes sociais
Foto: Pixabay / Pexels

Ela defende a remoção de recursos viciantes não só para jovens, mas para todos os usuários, dizendo que o dano afeta adultos também.

Contraste com regulamentos existentes e proposta de plataformas públicas

Ressa saudou iniciativas da UE e da Austrália que limitam a idade nas redes sociais, mas disse que essas medidas não resolvem a falha fundamental: as ferramentas continuam viciantes para adultos.

Ela propôs a criação de plataformas de comunicação por grupos de interesse público, fora do controle das grandes tecnologias — como parques verdes, obras públicas.

Como exemplo, ela citou o Rappler Communities, lançado em 2023, que usa o protocolo aberto e descentralizado Matrix para conectar a redação com os leitores.

Ela também disse que, antes de suas declarações, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, havia pedido às empresas de IA que reduzissem o ritmo de desenvolvimento dos modelos, diante de temores de uso indevido.

Apurado em 11 fontes

BusinessLIVE (África do Sul) · Business Day (África do Sul)

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