A Fundação Bill e Melinda Gates anunciou um compromisso de US$ 1 bilhão para projetos de inteligência artificial. Ao mesmo tempo, alertou que a tecnologia pode agravar desigualdades sociais se não for gerenciada com cuidado. O anúncio, de hoje (15 de setembro de 2026), veio com o relatório anual Goalkeepers, que monitora o progresso das metas da ONU para 2030.
Segundo a ABC News, o fundador da Microsoft disse no relatório que a IA pode ser "o maior equalizador" ou "a pior fonte de injustiça". No mês passado, em um post no site, Gates já havia mostrado se preocupado com o potencial dela em fraudes, desinformação, vigilância, ciberataques e bioterrorismo.
US$ 1 bilhão em dois anos
O dinheiro será aplicado nos próximos dois anos em iniciativas como treinamento de modelos em idiomas locais, melhoria de resultados na saúde, atualização de ferramentas educacionais e auxílio a pequenos agricultores, segundo a ABC News e a La Nación. Quase US$ 100 milhões vão para bases de dados em línguas faladas por comunidades carentes.
O CEO da fundação, Mark Suzman, disse à Associated Press que a entidade vê a IA como "uma ferramenta potencialmente transformadora" para um "mundo em crise". Ele adicionou que a fundação continuará pressionando o governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, a manter a liderança na ajuda externa, apesar de cortes na assistência internacional.

Saúde global em retrocesso
O relatório Goalkeepers deste ano projeta 2025 como o primeiro ano do século com mais mortes infantis, disse a ABC News. A interrupção pelo governo Trump de um programa global de combate à AIDS prejudicou esforços de prevenção e tratamento em dezenas de países. A desigualdade entre ricos e pobres cresce, segundo um relatório recente da ONU.
A fundação trabalha com Google.org, Microsoft, OpenAI e Anthropic para desenvolver modelos de IA que atendam a contextos locais na África e outras regiões, segundo as fontes.


