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Líderes discutem riscos de IA na Assembleia Geral da ONU

Na reunião, quase 130 chefes de Estado debatem conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, além dos desafios de governança da inteligência artificial.

20 de set., 21:50 8 fontes · 7 países Regulação
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Assembleia Geral da ONU com líderes mundiais Foto: Mathias Reding / Pexels

Líderes mundiais estão reunidos em Nova York para a Assembleia Geral da ONU, enfrentando tensões por conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia e pelos riscos associados ao desenvolvimento da inteligência artificial.

Conflitos em destaque

Segundo a Rappler, quase 130 chefes de Estado participam das discussões, que incluem a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã envolvendo Israel, as negociações de paz paralisadas e os efeitos da guerra na Ucrânia sobre a segurança alimentar global e os preços de energia. A mesma fonte menciona que o líder chinês Xi Jinping deverá pular a assembleia em Nova York para manter encontros bilaterais com Trump em Washington. O In‑Cyprus também ressalta que os conflitos e os riscos de IA estão no centro da agenda da assembleia.

Riscos da inteligência artificial

A Rappler informa que executivos da indústria de IA pediram um arranjo conjunto para retardar o desenvolvimento da tecnologia, alertando que ela poderia aprimorar‑se por conta própria e escapar do controle humano. Guterres declarou que a IA será um tema central e pediu que países que avançam no estabeleçam salvaguardas comuns para evitar uma corrida para baixo que possa gerar um desastre global. Ele lembrou que, em 2023, a ONU criou um órgão consultivo sobre IA, composto por executivos de tecnologia, representantes governamentais e acadêmicos. A mesma fonte aponta que Trump descreveu os riscos de IA como um golpe, afirmando que há uma conspiração contra a tecnologia e que a China se beneficiaria da desconfiança.

Ilustração de riscos da inteligência artificial
Foto: igovar igovar / Pexels

Situação financeira e liderança da ONU

De acordo com a Rappler, os Estados Unidos evitaram perder o voto na assembleia pagando US$ 725 milhões em contribuições ao orçamento regular nesta semana, mas ainda devem mais de US$ 1 bilhão à organização. O mandato de Guterres termina ao final de 2026 e ainda não há um favorito claro para sucedê‑lo. Richard Gowan, do International Crisis Group, declarou que a ONU não está mais em livre queda, mas permanece presa em uma crise aberta para o futuro previsível, comparando‑a a um centro de trauma. O Conselho de Segurança pode realizar reuniões de alto nível sobre Ucrânia, IA e Oriente Médio, incluindo conversas com líderes árabes.

Outros pontos relevantes

A Rappler destaca que Guterres vem defendendo há muito tempo a criação de uma governança global para a IA e que o órgão consultivo de 2023 é um passo nessa direção. Também nota que, desde o início do segundo mandato de Trump, os EUA têm reduzido suas contribuições à organização e se retirado de dezenas de órgãos da ONU, o que alimenta o debate sobre a relevância da instituição diante das crises atuais.

Apurado em 8 fontes

In-Cyprus (Philenews em inglês) (Chipre) · Rappler (Filipinas)

ver as 8 fontes

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