Leitores atribuem notas mais altas de qualidade e clareza a textos gerados por inteligência artificial quando acreditam que a autoria é humana. A constatação é de pesquisadores da Universidade de Villanueva, nos Estados Unidos, publicados na revista Judgement and Decision Making.
Resultados e metodologia
O estudo avaliou 1.682 participantes, com idades entre 18 e 81 anos. O experimento utilizou três contos curtos de ficção escritos por autores humanos e três textos gerados pelo ChatGPT. Os voluntários foram informados, de forma correta ou incorreta, sobre a origem dos relatos lidos. A análise demonstrou que o público apresenta dificuldades significativas para distinguir a autoria dos conteúdos.
Preferência pelo estilo da IA
Os especialistas apontam que a preferência por conteúdos de IA ocorre pelo estilo mais direto e previsível dos modelos, contrastando com a complexidade e sutileza habituais na escrita literária humana. O comportamento observado indica um sesgo favorável à percepção de que o texto teve origem humana, mesmo quando o autor é um sistema artificial.
O que ainda não foi divulgado
- Os detalhes específicos sobre as variações de resposta do público entre diferentes faixas etárias.
- A relação detalhada de como os 1.682 participantes se distribuíram entre as diferentes condições do experimento.
- Outros dados comparativos de desempenho entre os modelos de IA, além do uso exclusivo do ChatGPT.
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