A ferramenta de gerenciamento LACT 0.10 quebrou a restrição da NVIDIA no Linux: ela agora lê a temperatura exata do hotspot em GPUs Blackwell (série RTX 50) e o calor individual de cada chip de memória GDDR6X ou GDDR7. O site polonês ITHardware confirma que o software usa um canal de comunicação especial para contornar os limites das interfaces públicas da fabricante.
Diagnóstico térmico sem máscaras
O ITHardware destaca que isso não é apenas um número a mais no gráfico. Em julho de 2026, testes com uma RTX 5070 Ti revelaram uma falha crítica na pasta térmica que empinava o ponto quente para 107°C e forçava a placa a reduzir o clock — mas a temperatura média da borda da GPU continuava dentro do normal. Só vendo o hotspot isolado se descobre esse gargalo. Agora, o LACT vai além: mede cada módulo de memória, incluindo os chips montados no verso das placas estilo "clamshell". Quem sobe voltagem na VRAM pode finalmente identificar qual célula está superaquecendo.
A paridade com o Windows
No campo de controle, o LACT 0.10 fecha a lacuna com ferramentas do Windows. O PowerMizer permite forçar o estado P mais alto manualmente, e surge um cursor de tensão dedicado. Isso significa ajustar parâmetros da GPU com margens pequenas, exatamente como faz o famoso MSI Afterburner. Para quem usa AMD, a versão ganhou indicador de uso de memória GTT, útil para chips integrados. A equipe também reescreveu partes do serviço em segundo plano, do autostart e das operações que pedem root, além de adicionar comandos para desconectar a placa temporariamente e entregá-la a máquinas virtuais.
Pontos cegos
- O ITHardware não disse se esse acesso ao sensor de hotspot será estendido para gerações antigas de GPU nem se a NVIDIA pretende liberar esses dados oficialmente.
- Falta detalhamento sobre cronogramas futuros; o foco aqui é a disponibilidade imediata.


