OCTO+

Kassio busca consenso no TSE sobre vídeo de IA de Bolsonaro

Presidente do TSE reúne ministros para definir uso de inteligência artificial em campanhas após exibição de avatar de Bolsonaro na convenção do PL.

15 de ago., 16:26 15 fontes · 1 país Regulação Regulação
Regulação

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), convocou os demais magistrados da Corte para esta semana. O objetivo é traçar um alinhamento colegiado sobre o tratamento do vídeo gerado por inteligência artificial que mostra o ex-presidente Jair Bolsonaro endossando a candidatura do filho, Flávio (PL). Segundo o jornal O Globo, o julgamento do caso deve ocorrer já na próxima semana. A reunião, inicialmente marcada para quinta-feira, foi adiada. A informação confirma apuração da revista Veja.

A representação e o argumento do PT

A ação contra o vídeo foi movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Para a parte autora, a peça viola duas frentes normativas. Primeiro, fere a proibição imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao ex-presidente de se comunicar diretamente com o público. Bolsonaro cumpre pena de 23 anos em regime domiciliar por sua participação em uma trama golpista. Segundo, o material desrespeita a legislação eleitoral ao buscar votos para Flávio.

No conteúdo digitalizado, o avatar pronuncia: “Peço que vocês recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir, sangue do meu sangue, meu filho Flávio”. É um pedido de voto indireto, mas explícito.

A defesa do senador

Os advogados de Flávio Bolsonaro entraram com a contestação em 27 de julho. A tese apresentada à Justiça não nega o uso da tecnologia, mas contextualiza o evento. A convenção nacional do PL teria sido fechada, restrita apenas a filiados e apoiadores. Os defensores argumentam que avatares são ferramentas comuns no universo político.

Para ilustrar a normalidade do recurso, a defesa comparou o cenário às máscaras com o rosto do presidente Lula utilizadas por Fernando Haddad durante sua campanha presidencial em 2018. O processo está sob relatoria de Nunes Marques desde 26 de julho, sem despacho decisório até o momento.

O precedente tecnológico

Além do caso concreto, a cúpula do TSE avalia limites gerais. A reportagem de Veja aponta que o debate serve para guiar julgamentos futuros. Atualmente, a lei permite o uso de inteligência artificial desde que haja clareza na identificação da ferramenta e que não haja ofensa a adversários ou indução ao erro do eleitor.

Pontos suspensos

Apurado em 2 fontes

oglobo.globo.com · Veja (Brasil)

Continue lendo

Receba sem abrir o site

no e-mail ou no WhatsApp · análises + plantão + resumo semanal · cancele com 1 clique
Pronto. A primeira edição chega no seu e-mail.

Assine GRÁTIS e cancele com 1 CLIQUE quando quiser. ;)