Um juiz federal dos EUA recusou-se a suspender a lei de Minnesota que proíbe a remoção digital de roupas em imagens usando inteligência artificial, mantendo a proibição em vigor enquanto a xAI de Elon Musk recorre da decisão.
Decisão judicial
Na sexta‑feira (4 de setembro de 2026) o juiz Donovan Frank negou o pedido de liminar da xAI.
Ele afirmou que a empresa não conseguiu provar que sofreria dano imediato enquanto o processo avança.
Na decisão, Frank chamou as questões constitucionais de complexas, sobretudo diante da nova tecnologia e dos riscos ao público.
Argumentos das partes
A xAI alega que a lei fere a Primeira Emenda, protegendo a liberdade de expressão.
Minnesota defende que a norma foi criada para impedir a divulgação de imagens sexuais produzidas por IA sem consentimento das pessoas retratadas.
O estado diz que a lei recebeu apoio esmagador de ambos os partidos e aprovação quase unânime dos legisladores estaduais.
Próximos passos
A xAI informou que vai apelar ao Tribunal de Apelações do 8º Circuito.
O procurador‑geral de Minnesota, Keith Ellison, disse que a lei tem backing bipartidário e quase unanimidade entre os legisladores estaduais.

Ellison é do Partido Democrata.
Contexto do Grok
O chatbot Grok, ferramenta gratuita da X desenvolvida pela xAI, já foi criticado por gerar conteúdo sexualmente explícito.
Ele foi usado para criar imagens íntimas falsas de pessoas sem seu consentimento.
Em resposta, a xAI passou a processar usuários que burlam as proteções do Grok para produzir esse material.
O que ainda não foi divulgado
O material não informa a data prevista para o início da apelação no 8º Circuito.
Também não detalha quais danos a xAI alega poder sofrer caso a lei permaneça.


