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John Ternus assume a Apple e enfrenta dilema de IA

John Ternus assume a Apple em 1º de setembro de 2026, herdando US$ 4,5 trilhões e o desafio de decidir entre disciplina financeira e investimento em IA.

30 de ago., 22:08 10 fontes · 8 países Negócios
NegóciosApple
Tim Cook durante evento da Apple Foto: Adil / Pexels

John Ternus assume o cargo de CEO da Apple em 1º de setembro de 2026, herdando uma empresa avaliada em US$ 4,5 trilhões, valor que multiplicou por 13 o patrimônio nos quase quinze anos de Tim Cook. Agora ele deve escolher entre manter a rigidez financeira que fez da Apple uma máquina de lucros ou abrir os cofres para disputar a corrida da inteligência artificial.

Segundo a agência EFE, divulgada pelo hondurenho Proceso Digital, a Apple fechou o terceiro trimestre fiscal de 2025 com receita de US$ 109,4 bilhões, alta de 16 % sobre o ano anterior, e lucro por ação de US$ 2,02, alta de 29 %. A divisão de Serviços, que Cook transformou em negócio de mais de US$ 100 bilhões por ano, respondeu por US$ 30,7 bilhões, quase 30 % do total. A base de dispositivos ativos ultrapassou 2,5 bilhões de unidades.

O legado financeiro de Cook

Tim Cook dirigiu a Apple de 2011 até sua saída, quando a empresa valia cerca de US$ 350 bilhões. Ao deixar o cargo, deixou-a com valor de mercado de US$ 4,5 trilhões e receita anual superior a US$ 416 bilhões no exercício de 2025. Seu último balanço mostrou recordes em iPhone, Mac e Serviços, consolidando a ênfase na eficiência operacional.

O dilema da inteligência artificial

Enquanto rivais como Google, Nvidia e OpenAI destinam bilhões a modelos de IA e a data centers, a Apple tem mantido a inteligência artificial como recurso embarcado nos seus aparelhos.

Sala de servidores de data center
Foto: Christina Morillo / Pexels

O analista do Bank of America Wamsi Mohan, citado pela EFE, afirma que Ternus deverá mostrar “maior disposição ao risco”, elevando gastos em P&D, realizando aquisições de maior porte e explorando novas categorias de produto.

Ben Wood, analista‑chefe da CCS Insight, compara a situação com a Nvidia: enquanto a Apple integrou IA nos dispositivos, a Nvidia se tornou a principal fornecedora da infraestrutura que treina e executa esses modelos. “Ternus terá que decidir se a Apple vai depender mais de parcerias, como com o Google, ou se vai investir e construir sua própria base de computação”, diz Wood. Essa escolha definirá quanto capital será desviado da lucratividade atual para uma aposta mais ousada em IA.

O que ainda não foi divulgado

Até o momento não foram revelados detalhes do plano de Ternus para a área de inteligência artificial nem o volume exato que a Apple pretende alocar em infraestrutura ou parcerias. Também não há informações sobre a reação do mercado à troca de comando ou sobre eventuais sinais de mudança na política de gastos.

Apurado em 10 fontes

Bloomberg Businessweek (Estados Unidos) · Proceso Digital (Honduras)

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