Investidores de títulos corporativos e governamentais estão priorizando fatores ligados à IA em vez das atuais políticas da Reserva Federal, apesar da manutenção dos juros altos. A BNN Bloomberg, citando análises de Wall Street, destaca que a expectativa de estabilização das taxas federais não resolve as incertezas do mercado de dívida, onde a emissão recorde por empresas tecnológicas ricas dos EUA segue impulsionada pelo ciclo de investimento em IA.
Ciclo de IA domina atenção no mercado de dívida
Segundo Christian Hoffmann, gestor-chefe de renda fixa na Thornburg Investment Management, a Fed deixou de ser o principal motor do mercado. O foco agora recai sobre o ciclo impulsionado pela IA e como o sentimento de risco evoluirá em torno disso.
Recentemente, parte do capital foi realocada de operações ligadas à IA para títulos, em um movimento que lembra uma fuga para a qualidade. Esses deságues podem superar variações menores nas expectativas sobre a política monetária.

Títulos públicos sob pressão
O rendimento do título de 10 anos dos EUA subiu 84 pontos base em 2026, apontando para o maior aumento anual desde 2022. Já os títulos de 30 anos ganharam quase 50 pontos base, seu maior salto desde 2024.
Comentários dos fedraheads John Williams e Philip Jefferson ajudaram a reduzir as projeções de novos cortes ou aumentos nas próximas semanas, mas a inflação persistente e a incerteza eleitoral mantêm os preços dos títulos pressionados.
O que ainda não foi divulgado
- Impacto exato do ciclo de IA sobre emissões corporativas futuras;
- Projeções atualizadas da duração dos juros altos;
- Reação concreta do mercado de dívida após as eleições norte-americanas.

