Intuit lançou uma plataforma financeira com inteligência artificial destinada a empresas e contadores da Austrália.
Assistentes de IA e a renda de inércia
A La Nación traz um experimento ilustrativo: Azeem Ashar, fundador do newsletter Exponential View, tem um plano de academia que permite suspensão de três meses por ano, mas nunca usou. Um agente de IA, segundo ele, suspenderia a mensalidade automaticamente quando ele viajasse — sem precisar lembrar.
Essa dinâmica aponta para uma pressão maior sobre a chamada “renda de inércia”: o dinheiro que empresas ganham porque clientes não reagem, não renegociam, não cancelam.
A Apollo Global Management alerta que agentes de IA podem mover depósitos automaticamente entre contas que rendem mais — entre 3,3% e 5% ao ano — contra 0,1% em contas correntes tradicionais e 0,4% nas poupanças nos Estados Unidos.
A diferença de quase cinco pontos percentuais existe porque a maioria das pessoas não busca ativamente melhores taxas. Agentes, ao eliminar custos de busca e negociação, exploram essa lacuna.
Mas ainda é um cenário hipotético. Não houve movimentação em larga escala de depósitos até agora.

Estudos apontam que agentes de IA não respondem a táticas como escassez, contagem regressiva ou preços riscados. Eles seguem avaliações por estrelas e preços mais altos, ignorando emvendos convencionais.
Uma pesquisa simulada com modelos de IA, publicada no Harvard Business Review, concluiu que apenas as estrelas influenciaram a decisão — nada de cupons, nada de ofertas.
O MIT propõe um novo termo: “singularidade Coaseana” — um modelo teórico sobre como agentes redefinem oferta e demanda em mercados.
No futuro, marcas já planejam reagir: estão priorizando dados estruturados e catálogos para se adequar a essa nova lógica.


