O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, anunciou neste sábado (15) um plano nacional para capacitar 10 milhões de jovens em inteligência artificial (IA) nos próximos 12 meses. O discurso foi feito durante as celebrações do 80º Dia da Independência, no Forte Vermelho de Nova Déli, e integra a meta de transformar o país em uma nação desenvolvida até 2047.
“No próximo ano, trabalharemos para oferecer treinamento em habilidades de IA a dez milhões de jovens, para que a juventude indiana tenha capacidade de liderar também no mundo da IA”, afirmou Modi, segundo reportagens do ABC Color (Paraguai) e do Observador (Portugal). A iniciativa é parte de uma estratégia mais ampla que inclui infraestrutura digital pública, semicondutores, computação quântica e redes 6G de fabricação nacional.
Metas ambiciosas para 2047
Modi vinculou o salto na IA ao objetivo de tornar a Índia um polo global de inovação, e não apenas um mercado consumidor. “Não devemos simplesmente transformar nosso país em um mercado para o mundo. Devemos nos tornar um centro de inovação”, declarou. Para isso, o governo aposta na doutrina de autossuficiência econômica (Atmanirbhar Bharat), que visa reduzir a dependência de fontes estrangeiras em tecnologia e manufatura.
O plano também prevê que a Índia lidere em tecnologias emergentes como robótica, espaço e centros de dados. “Hoje é a era da IA, da tecnologia quântica, do espaço, da robótica e dos centros de dados. Um domínio completamente novo se abriu”, disse o premiê.

Infraestrutura energética para sustentar a transição
O primeiro-ministro reconheceu que a transição vai exigir enormes quantidades de energia. Para atender à demanda, a Índia estabeleceu a meta de gerar 100 gigawatts de energia nuclear até 2047, além de expandir a geração solar. A medida é vista como essencial para alimentar data centers e a crescente infraestrutura digital do país.
O que ainda não foi divulgado
O anúncio não detalhou o orçamento do programa, o conteúdo curricular, as parcerias com o setor privado ou a logística para atingir a meta de 10 milhões de jovens em apenas um ano. Também não foram revelados critérios de seleção, faixa etária prioritária ou mecanismos de certificação.


