O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, revelou nesta manhã (15), do topo do Forte Vermelho, um pacote ambicioso para a próxima década. O ponto central é levar inteligência artificial a 10 milhões de jovens em apenas um ano. Além disso, o governo vai construir entre sete e oito novas unidades de semicondutores e traçou uma meta agressiva: atingir 100 GW de energia nuclear até 2047.
IA em escala massiva
Não basta entender a tecnologia; é preciso dominá-la para liderar. É essa a lógica por trás da promessa anunciada pelo CNBC-TV18. Modi garantiu que, nos próximos 12 meses, 1 crore (10 milhões) de indianos receberão capacitação técnica em IA. O objetivo entra diretamente na estratégia "Viksit Bharat" — índia desenvolvida até 2047 — e visa descentralizar o conhecimento tecnológico, tirando-o das bolhas das grandes capitais.
Soberania industrial e energética
A aposta na indústria pesada também foi clara. Conforme reportou o Economic Times, haverá a instalação de 7 a 8 novas fábricas de chips no país. Na matriz energética, a dependência externa cai quando se fala de núcleo atômico: a meta fixada é chegar a 100 GW de capacidade instalada até 2047, reforçando a doutrina de autossuficiência (Atmanirbhar Bharat).
O YourStory adiciona detalhes sobre o horizonte tecnológico. Modi pediu liderança não só na produção, mas em frentes avançadas como redes 6G, computação quântica e data centers. Para ele, inovação é o terceiro pilar da nova visão nacional chamada "Sapta Dhara".

Além dos chips
O discurso tocou em outros pontos sensíveis. A pressão financeira sobre famílias de baixa renda será mitigada com cursos online gratuitos para concursos públicos, informou o Economic Times. Paralelamente, houve um alerta contra o que Modi chamou de "dimagi Naxal" (naxalismo mental), termo usado pelo The Hindu Sci-Tech para descrever a estagnação ideológica.
Na esfera social e de defesa, o Indian Express destacou duas ações práticas:
- Lançamento de busca nacional de talentos esportivos mirando os Jogos Olímpicos de 2036;
- Modernização completa da rede de Defesa Civil para responder a crises contemporâneas.


