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Febre de IA acelera mercado de imóveis de luxo no Vale do Silício

Mercado de luxo na Baía de São Francisco aquece, impulsionado por funcionários de empresas de IA comprando casas de milhões à vista, apesar de juros altos. Vend

02 de set., 10:21 12 fontes · 8 países Mercado Cultura
Mercado
Casa de alto padrão em São Francisco com vista para a baía Foto: ArtHouse Studio / Pexels

O mercado de imóveis de luxo na região da Baía de São Francisco está aquecendo, impulsionado por funcionários de empresas de inteligência artificial que compram casas de milhões de dólares à vista, ignorando juros altos e preços elevados. Segundo dados da corretora Redfin, publicados pela Associated Press, as vendas de imóveis de alto padrão na área metropolitana de São Francisco saltaram 39,3% no primeiro semestre de 2026, contra o mesmo período de 2025 — enquanto o mercado imobiliário americano como um todo continua estagnado no pior nível em 30 anos.

Compradores blindados contra juros

Funcionários de empresas como OpenAI, Anthropic e outras da bolha da IA estão por baixo desse fenômeno. "Essas pessoas têm muito dinheiro e simplesmente não se importam com taxas de hipoteca ou preços", disse Daryl Fairweather, economista-chefe da Redfin, em declaração à Associated Press.

Esses compradores pagam à vista ou usam ganhos da bolsa — o índice S&P 500 subiu forte em 2026 e está perto de seu recorde histórico — para dar entradas altas, o que os salva da alta dos juros nos EUA.

Onde o mercado de luxo mais cresce

A febre não se limita ao Vale do Silício. Em Oakland, do outro lado da baía, as vendas de imóveis de alto padrão subiram 13,3%, contra 3,9% das de preço médio. Em Tampa, na Flórida, o luxo subiu 35,5%, enquanto os médios desceram 5,1%. Nashville registrou 10,8% de alta no alto padrão, contra 1,7% nos intermediários. Detroit viu o luxo subir 8,7%, enquanto o médio encolheu 6%.

Campus de empresa de inteligência artificial na Califórnia
Foto: Zetong Li / Pexels

No país, as vendas de luxo (os 5% mais caros de cada região) subiram 2% no primeiro semestre, contra 1,9% dos médios. A diferença está nos preços: o preço mediano de um imóvel de luxo nacional foi de US$ 1,37 milhões, subindo 4,3%, enquanto o médio subiu 1,4%, para US$ 377.245.

Mercado americano em dois níveis

O fenômeno mostra uma divisão econômica na forma de K: enquanto compradores de alta renda progredem, o resto do mercado fica travado. As vendas de imóveis usados nos EUA ficaram quase inalteradas em 2025, no pior nível em três décadas, e voltaram a cair em julho de 2026, segundo a Associated Press. As vendas de imóveis novos, que representam uma parcela menor do mercado, também caíram este ano.

Ainda não há dados sobre se o fenômeno pode se espalhar para outros mercados ou por quanto tempo o impulso da IA sustentará a demanda por imóveis de luxo. O mercado de médio e baixo padrão espera alívio nos juros ou novas políticas habitacionais para destravar as vendas.

Apurado em 12 fontes

Associated Press (Estados Unidos)

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