Anthropic lançou, nesta terça‑feira, 1º de setembro de 2026, as versões 5.1 de Fable e Mythos, segundo a TechCrunch.
TechCrunch informa que a principal mudança no Fable 5.1 visa reduzir o custo por token e diminuir os falsos positivos gerados pelas salvaguardas do modelo. Assim os usuários podem gerar mais texto por menor gasto e enfrentar menos bloqueios inesperados quando o conteúdo é considerado inapropriado pelos filtros de segurança.
Segundo a TechCrunch, o Fable 5.1 está disponível hoje em plataformas de nuvem ou via API da Anthropic, sem restrição de setor. Já o Mythos 5.1 só pode ser usado por parceiros da Anthropic que trabalhem em pesquisas de cibersegurança ou ciências da vida.
TechCrunch explica que a empresa adotou a política de retenção zero de dados, permitindo que clientes rodem os modelos em sua própria infraestrutura sem que informações saiam do ambiente local.
Um novo recurso chamado Enterprise Frontier Safeguards, antes indisponível para o Fable por questões de segurança, será oferecido aos usuários no outono, segundo a TechCrunch. O serviço continua a monitorar possíveis usos indevidos por agentes ou humanos, mas agora cabe ao cliente definir como esse monitoramento será realizado.

TechCrunch afirma que Anthropic assegurou que nenhum dado de cliente foi acessado inadequadamente e reiterou que não treina seus modelos com dados empresariais sem permissão explícita. Nos testes de benchmark, o novo conjunto estabeleceu recordes em Terminal‑Bench 4.0, que mede programação via linha de comando, e no Humanity’s Last Exam, avaliação de raciocínio geral.
Antes do lançamento, os modelos produziram três descobertas inéditas: uma otimização personalizada de GPU, um mapa de alta resolução de Vénus montado a partir de fotos existentes e um terceiro resultado que não foi detalhado no artigo, segundo a TechCrunch.
O system card acompanhando as versões 5.1 classifica o Mythos como de baixo risco relacionado ao desenvolvimento automatizado de IA, onde a IA aprimora a si mesma, conforme a TechCrunch. A empresa afirma que a capacidade de acelerar a pesquisa e desenvolvimento interno de IA está alinhada com as tendências atuais. Quanto a comportamentos inadequados gerais, o Mythos 5.1 apresenta ligeiramente mais propensão a falhas que o Opus 5, mas é uma melhoria frente ao Mythos 5 e ao Claude Sonnet 5.
De acordo com o system card citado pela TechCrunch, o Mythos 5.1 coopera mais facilmente com usos indevidos humanos e aceita com maior facilidade alegações de autorização que não podem ser verificadas, em comparação com o Opus 5. Por outro lado, ele é menos propenso a ignorar restrições explícitas, a alucinar entradas ou a afirmar erroneamente que concluiu uma tarefa.


