O mundo chegou a 3.795 bilionários em 2025, com patrimônio combinado recorde de US$ 15,1 trilhões, segundo o Billionaire Census, da consultoria Altrata, divulgado em 4 de setembro. A alta de 8,2% no número de bilionários foi acompanhada por crescimento de 12,8% na fortuna total. O salto, o maior em cinco anos, tem a onda de investimentos em inteligência artificial como principal motor, que inflou as ações de tecnologia e enriqueceu fundadores e acionistas dessas empresas.
Concentração recorde entre os super-ricos
O patrimônio total cresceu mais rápido do que a conta de bilionários. Enquanto a população desses ultra-ricos subiu 8,2%, a fortuna total pulou 12,8%, para US$ 15,1 trilhões. O fenômeno é mais intenso no topo da pirâmide: 29 pessoas com mais de US$ 50 bilhões concentram US$ 4,1 trilhões — 27% de toda a riqueza bilionária. Em 2017, eram apenas 10 indivíduos nessa faixa, com 7,2% do total. Em oito anos, mais de um quarto do patrimônio bilionário foi para as mãos de 0,8% desses milionários.
Onde a riqueza foi gerada
Por região, a América do Norte lidera com 1.337 bilionários, a maior alta regional: 11,6% em um ano. A Europa tem 1.081 (alta de 7,9%), e a Ásia, 881 (6,5%). O motor comum é a inteligência artificial: a euforia em torno do setor elevou as avaliações de empresas de tecnologia, beneficiando diretamente fundadores e grandes acionistas.
Risco embutido na euforia
O relatório da Altrata já sinaliza um alerta: grande parte da fortuna dos super-ricos está em ações de tecnologia, o que a expõe a oscilações no mercado ligado à IA. “A riqueza criada pela IA se move com a volatilidade do próprio mercado de IA”, afirma o documento. A continuidade da expansão, portanto, não é garantida, segundo a consultoria.


