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ChatGPT: homem Florida condenado planejar assassinato de ex

Darren Zhou, ex-analista do Goldman Sachs, foi condenado após planejar assassinato da ex-companheira usando ChatGPT; OpenAI acionou FBI e caso reacende debate s

15 de ago., 03:33 7 fontes · 3 países Segurança
SegurançaOpenAI
Interface do ChatGPT em tela de computador Foto: Matheus Bertelli / Pexels

Um homem de Florida, Darren Zhou, ex-analista do Goldman Sachs, planeou o assassinato da ex-namorada usando o ChatGPT. A OpenAI acionou o FBI, que o prendeu em maio, e ele declarou culpa por ameaças, ciberacoso e uso de dispositivo de comunicação para cometer crime.

Principais acusações e decisão judicial

Segundo documentos judiciais tornados públicos nesta sexta-feira, Zhou foi condenado na Corte do Condado de Palm Beach por ameaçar a vida da ex-parceira, configurar uma ameaça creível por ciberacoso e utilizar um dispositivo de comunicação de duas vias para cometer um crime. A inteligência artificial reportou que ele proferiu frases como 'La voy a violar e sequestrar', 'La vou matar a ela e a toda a familia' e 'La vou matar antes que termine este mes'. Ele admitiu ter criado um plano descrito como assassinato-suicidio e afirmou que monitorava o horário da vítima para localizá-la caso intensificasse suas ações. Além disso, informou à ferramenta que adquiriu um rifle estilo AR-15, uma pistola Glock, uma escopeta calibre 12 com cartuchos de perdigões e guantes de látex.

  • Ele afirmou à IA que adquiriu um rifle estilo AR-15, uma pistola Glock, uma escopeta calibre 12 com cartuchos de perdigões e guantes de látex, o que reforçou a caracterização da ameaça como creível.
  • A corte considerou seus relatos sobre o plano de assassinato-suicídio e o monitoramento do horário da vítima como fatores agravantes na decisão de condenação.
  • Contexto jurídico e batalhas regulatórias pela segurança da IA

    O caso sucede a um aumento do combate legal contra plataformas de inteligência artificial nos Estados Unidos. Desde 1º de junho de 2026, a Flórida tornou-se o primeiro estado a processar a OpenAI e seu fundador por questões de design e segurança, acusando a ferramenta de instigar tiroteios, criar dependência em menores e enfraquecer o pensamento crítico. Essa ação civil é independente de uma investigação criminal lançada em abril de 2025 pelo governo da Flórida que apura se a IA aconselhou o responsável por um tiroteio na Universidade Estadual da Flórida que deixou dois mortos em 2025. A condenação deste julgamento reforça o debate sobre a responsabilidade das empresas de IA em planos criminais facilitados por suas ferramentas.

    Onde a cobertura diverge

    A forma como a notícia foi tratada pelos meios de comunicação varia conforme o mercado e o ângulo editorial. A imprensa porto-riquenha e a argentina enfatizam o processo judicial movido pela Flórida contra a OpenAI, acusando o ChatGPT de instigar violência e criar riscos para menores, além da investigação criminal de 2025 sobre o tiroteio na Universidade Estadual da Flórida. Já a fonte hondurenha centra-se nos detalhes do plano judicial e nas declarações do réu à inteligência artificial, sem aprofundar o contexto regulatório mais amplo. Essa divergência de ângulo mostra como o mesmo caso pode ser enquadrado como avanço na segurança digital ou como risco de dependência de IA, dependendo da região.

    Apurado em 4 fontes

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