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Google testa 4 TPUs no espaço para centro de dados orbital

Google envia quatro chips TPU ao órbita em satélite da Planet Labs para testar funcionamento de IA no espaço, dentro do Project Suncatcher.

02 de out., 11:18 14 fontes · 9 países Infra Infraestrutura
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Satélite com quatro TPUs orbitando a Terra Foto: Zelch Csaba / Pexels

Google enviou quatro chips TPU para órbita a bordo de um satélite da Planet Labs lançado pela SpaceX em 1º de outubro de 2026, iniciando os testes do Project Suncatcher, que avalia a viabilidade de um centro de dados de IA no espaço.

Objetivos e testes iniciais

O satélite do tamanho de uma geladeira transporta quatro unidades de processamento de tensor (TPU) da Google. O objetivo desta primeira missão é verificar se os chips resistem ao lançamento, à radiação, às variações de temperatura e às vibrações no ambiente espacial. Antes do lançamento, os TPU foram submetidos a testes de vibração que simulam até dez vezes a força da gravidade, com alguns componentes capazes de suportar entre cinquenta e cem vezes a gravidade. No espaço, os chips deverão executar o modelo Gemma da Google, respondendo a perguntas simples em blocos de quinze minutos para evitar sobrecarga no sistema de energia e de gerenciamento térmico.

Desafios de gerenciamento térmico e radiação

Como não há convecção de ar no vácuo, a Google está utilizando heat pipes (tubos de calor) conectados a radiadores para levar o calor gerado pelos TPU até a superfície do satélite e irradiá‑lo para o espaço. Além do calor, partículas de alta energia podem causar bit flip, alterando informações dentro dos chips. Testes em aceleradores de partículas mostraram baixa taxa de erro em tarefas de inferência em condições terrestres, mas o comportamento real em órbita só será conhecido após esta missão.

Próximos passos, custos e visão de longo prazo

Se o teste inicial for bem‑sucedido, a Google pretende lançar dois satélites semelhantes em 2027 para experimentar a comunicação a laser entre os TPU de diferentes plataformas, um passo essencial para criar um conjunto de satélites capaz de trabalhar em paralelo. O enlace a laser exige apontamento extremamente preciso enquanto os satélites se deslocam em alta velocidade, comparável a mirar em uma moeda a várias milhas de distância. Uma eventual rede poderia chegar a oitenta e um satélites, cada um com dezenas de TPU, visando formar um grande cluster de computação distribuída para modelos de IA de grande escala. Do ponto de vista econômico, construir um centro de dados orbital de um gigawatt poderia custar cerca de trezentos bilhões de dólares, segundo o The Wall Street Journal. O custo atual de lançamento está próximo de três mil dólares por quilograma; para que o projeto se torne econômico seria necessário reduzir esse valor para cerca de um décimo do atual, algo que a Google não espera antes da metade da próxima década. Mesmo com redução para duzentos dólares por quilo, o foguete Starship precisaria de cerca de mil e oitocentos lançamentos em dez anos, número muito acima das menos de cinco lançamentos por ano atualmente atingidos. Por fim, a empresa enfatiza que o objetivo não é substituir os data centers terrestres, mas oferecer uma camada complementar, por exemplo para carga de trabalho secreta ou como backup em caso de falhas terrestres, e que todo o programa pode levar cerca de quinze anos para amadurecer, semelhante ao tempo gasto no desenvolvimento da Waymo.

Apurado em 14 fontes

디지털투데이 (Digital Today) (Coreia do Sul) · 科技報橘 (TechOrange) (Taiwan) · The Tribune (Índia)

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