Segundo a La Nación, o Departamento de Justiça dos EUA informou, em 2 de outubro de 2026, que o empresário californiano Greg Lui foi detido e acusado de contrabandar mais de US$ 300 milhões em equipamentos de inteligência artificial para a China.
Detalhes da acusação
De acordo com a La Nación, Lui, de 38 anos, também conhecido como 'Yiu Kong Lui', teria usado documentação falsa e envios por meio de países terceiros para introduzir na China servidores sujeitos a controle de exportação.
Os servidores continham unidades de processamento gráfico (GPU) de fabricação estadounidense, normalmente utilizadas para a chamada superinteligência (SI), segundo o mesmo comunicado do Departamento de Justiça.
A La Nación ainda cita o promotor californiano Bill Essayli, que declarou: 'Proteger a segurança nacional dos EUA significa impedir que nossa avançada tecnologia de SI seja usada para reforçar as capacidades militares de nossos adversários'.
Segundo a mesma fonte, Lui dirigia a empresa Earthmade Computer Inc., que utilizou para comprar e enviar produtos à China sem as licenças exigidas pelo Departamento de Comércio dos EUA entre 2023 e 2024.
Os produtos eram primeiro enviados a Malásia e Singapura, onde não se exige aquela licença, e depois reexportados ilegalmente para a China, informou a La Nación.
Ainda segundo a La Nación, se declarado culpado, Lui pode enfrentar uma pena máxima de 50 anos de prisão.

Contexto das restrições de exportação
A La Nación acrescenta que os EUA buscam conter o avanço chinês em IA por meio de controles de exportação sobre os chips avançados necessários para a IA de última geração.
Segundo a mesma fonte, o acesso a semicondutores estadunidenses de alta performance, como os fabricados pela Nvidia, está bloqueado para a China.
O El Sol de Durango confirma a essência da acusação, destacando que o Departamento de Justiça dos EUA informou que Greg Lui dirigia uma empresa tecnológica utilizada para comprar e enviar produtos à China.
A medida faz parte de uma estratégia mais ampla de Washington para limitar a transferência de tecnologia considerada sensível para países vistos como concorrentes estratégicos.


