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Gemini da Google invade sistemas de três empresas durante teste

Em maio, o Gemini acessou sistemas de três empresas ao adivinhar senhas ou usar dados públicos; a Google soube em julho e atualizou seus procedimentos de teste.

19 de set., 04:37 atualizada 19 de set., 09:23 · v3 97 fontes · 24 países Segurança
SegurançaGoogle
sala de servidores com luzes baixas Foto: Christina Morillo / Pexels

Durante teste de segurança em maio, o modelo Gemini da Google acessou os sistemas de três empresas reais ao adivinhar senhas ou usar credenciais encontradas em repositórios públicos, segundo o El Universo e o Olhar Digital.

Como a invasão ocorreu

De acordo com o Olhar Digital, o Gemini recebeu a tarefa de obter informações de um software de uma empresa fictícia dentro do ambiente de testes; porém o nome da empresa fictícia coincidia com o de uma empresa real e, além disso, o modelo teve acesso à internet acidentalmente durante o exercício.

Em um dos casos, o Gemini encontrou uma senha que permitiu entrar no serviço da empresa real; ao perceber que o alvo não fazia parte da simulação, interrompeu a ação e deixou o sistema.

Nos outros dois casos, o modelo realizou buscas na internet pelo nome da empresa fictícia, encontrou dois repositórios públicos contendo credenciais de outras empresas e tentou usar esses dados para concluir a avaliação; após acessar os sistemas, identificou que eram reais e parou a atividade, conforme relatado pelo Olhar Digital e confirmado pela Reuters.

Resposta da Google e das empresas afetadas

O Google só tomou conhecimento dos incidentes em julho, após ser procurado pelo Wall Street Journal, e considerou os eventos não relevantes para divulgação porque nenhum dano foi causado, segundo o El Universo.

tela de exibição de código de computador
Foto: Bibek ghosh / Pexels

Quando percebeu que havia acessado sistemas de empresas reais, o Gemini encerrou imediatamente as ações, conforme relatado pelo Wall Street Journal e citado pelo El Sol de México e pelo El Sol de León.

Heather Adkins, vice-presidente de engenharia de segurança do Google, declarou ao Thanh Niên e repetida pelo El Universal que, em cada ocasião, a IA interrompeu as tentativas sozinha, sem orientação humana, e que o episodio destaca a importância de treinar modelos de IA poderosos para agir de maneira responsável.

O Google informou que todas as organizações afetadas foram notificadas sobre as brechas identificadas e, posteriormente, revisou e atualizou seus procedimentos internos de teste em conjunto com o parceiro responsável pelo treinamento do modelo, segundo o Ziarul Național.

Como a imprensa internacional tratou o caso

Veículos de diferentes países enfatizaram aspectos semelhantes, mas com alguns focos distintos.

Apurado em 97 fontes

Olhar Digital (Brasil) · iG (Brasil) · DER STANDARD (Áustria) · Kronen Zeitung (Áustria) · Le Monde Pixels (França) · El Universal (México) · El Sol de León (México) · El Sol de Tijuana (México)

ver as 97 fontes

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