Um estudante de segundo ano do IIT Bombay morreu por suicídio depois de ser flagrado usando o ChatGPT para buscar respostas durante uma prova, segundo a Mint e o The Tribune.
Detalhes do incidente
Segundo a Mint, ele tirou uma foto do papel da prova e enviou ao ChatGPT para obter respostas.
O The Tribune identificou o aluno como Sahil Ravindra Wakode, de 22 anos, natural de Yavatmal, Maharashtra, matriculado em Engenharia de Ciências de Energia.
A Mint afirma que, após a constatação, o estudante foi chamado para conversa com o professor da disciplina e o chefe de departamento, que lhe garantiram que a infração não prejudicaria seu histórico acadêmico.
Depois da conversa, ele voltou ao alojamento e foi encontrado sem vida no quarto mais tarde aquela noite, informa a Mint.
O The Tribune acrescenta que nenhum procedimento disciplinar foi iniciado contra o estudante.
Contexto de suicídios no campus
A Mint afirma que esse é o terceiro suicídio registrado no campus de Powai nos últimos seis meses.
O The Tribune aponta que é o terceiro caso em sete meses, citando um suicídio de um estudante em fevereiro de 2026 e outro de um estudante de 20 anos, segundo ano de BTech, em julho de 2026.
Durante o protesto, um estudante do terceiro ano de engenharia elétrica afirmou que quatro suicídios ocorreram neste ano no campus, dois deles nos últimos dois meses.

Reação da administração e protestos
Em nota, o IIT Bombay declarou estar 'profundamente triste' com a perda e disse que está oferecendo apoio aos amigos, colegas, professores e demais afetados.
A Mint informa que a polícia reforçou o efetivo no campus enquanto estudantes e administração realizavam diálogos.
Segundo a Mint, o protesto foi motivado por cobranças de transparência e responsabilidade da gestão do instituto.
O estudante Pranay, do terceiro ano de engenharia elétrica, disse à Mint que o movimento busca respostas diante de um padrão de tragédias recorrentes.
Outro estudante, Ansh, afirmou à Mint que a morte não deve se transformar em confronto, pois todos estão abalados.
O subcomissário DCP Dattatray Nalawade, citado pela Mint, afirmou que as discussões visam uma solução amigável e reconheceu questões internas de administração que já foram abordadas anteriormente.
O que ainda não foi divulgado
- O teor completo da conversa entre o estudante, o professor e o chefe de departamento não foi divulgado por nenhuma das fontes.
- O andamento da investigação policial sobre as circunstâncias da morte não foi detalhado nas matérias consultadas.
- Não há informação se o estudante recebeu encaminhamento para serviços de saúde mental após a orientação recebida.
- As fontes não especificam se o acesso ao ChatGPT ocorreu por meio da rede Wi‑Fi do instituto ou por dados móveis.
- Não ficou claro se houve algum tipo de advertência ou medida corretiva dirigida ao corpo docente ou ao departamento envolvido.


