O vice-primeiro-ministro do Vietnã, Hồ Quốc Dũng, esteve presente na cerimônia da tarde de 13 de agosto que selou a renovação da parceria estratégica entre a multinacional tecnológica vietnamita FPT e o instituto canadense de inteligência artificial Mila-Quebec. O objetivo é avançar na pesquisa aplicada, formar profissionais qualificados e transferir conhecimento técnico.
Foco em resultados mensuráveis
Diferente das colaborações anteriores centradas apenas em teoria, as novas diretrizes exigem produtos tangíveis. Segundo reportagem do VnEconomy, o governo vietnamita pediu que os parceiros migrem da pesquisa pura para soluções comercializáveis. A prioridade agora é traduzir algoritmos em ferramentas úteis para a indústria e o consumidor final.
A estratégia também inclui criar condições concretas para que cientistas locais integrem projetos internacionais. Não basta escrever papers; é preciso resolver problemas reais. As áreas selecionadas para esse teste prático são manufatura, saúde, educação e infraestrutura digital.
Contexto normativo apertado
O cenário regulatório vietnamita está em transformação acelerada. Além da Resolução 57-NQ/TW do Partido Comunista, que elevou a ciência a motor central do desenvolvimento, o governo já publicou o Decreto 142/2026/N-QP. Este diploma legal detalha a execução da Lei de Inteligência Artificial, abordando desde o tratamento de dados até os sistemas classificados como de alto risco.

O Ministério de Ciência e Tecnologia, representado pelo vice-ministro Hoàng Minh, confirmou a presença dos signatários. Paralelamente, uma nova Estratégia Nacional de IA está sendo desenhada, visando transformar a tecnologia em todo o território nacional. Hồ Quốc Dũng deixou claro: segurança, confiabilidade e responsabilidade não são opcionais. A transparência e a proteção de dados devem ser embutidas no design dos sistemas, não adicionadas depois.
Há detalhes financeiros que permanecem sob sigilo. Nem a duração exata da nova fase nem o número específico de pesquisadores envolvidos foram divulgados. O que se sabe é que o Vietnã busca usar essa aliança para influenciar padrões globais de governança, saindo da condição de espectador para a de ator na cadeia de valor da IA.


