Aliados de Flávio Bolsonaro culparam falhas da inteligência artificial ChatGPT por uma carta polêmica em que o ex-candidato se autodeclarou 'presidente eleito', desencadeando críticas de seus próprios apoiadores.
Carta controversa e erros de IA
A carta inicial, publicada na véspera de 28 de outubro de 2026, continha um escudo histórico do Brasil que usava a grafia 'Estados Unidos do Brazil', com 'z', vigente até 1967. O brasileiro radicado nos EUA Paulo Figueiredo, agitador digital ligado ao bolsonarismo, afirmou que Eduardo Bolsonaro solicitou ao ChatGPT que inserisse o brasão republicano, mas a ferramenta selecionou um modelo antigo. Figueiredo também revelou que a IA acabou incorporando um rascunho anterior no qual Flávio se atribuía a presidência, resultando em três versões publicadas em poucas horas.
Reações e justificativas
Figueiredo, nieto do ex-ditador João Baptista Figueiredo, tentou minimizar as críticas chamando algumas réplicas 'teorias conspirativas extravagantes'. Ele justificou o uso de 'presidente eleito' como uma descrição juridicamente precisa e como uma declaração de liderança moral. Afinal, afirmou, 'a liderança não se exerce com a caneta, mas com o exemplo'. Apesar disso, membros do Partido Liberal e aliados expressaram desconforto com o tom da carta.
Consequências e contexto
O episódio ocorre enquanto o Brasil enfrenta polarização política intensa. A carta foi publicada enquanto Flávio estava nos Estados Unidos, onde reside com sua família. O uso de IA na produção de conteúdo político vem gerando debates sobre ética e responsabilidade. Até o momento, não há informações sobre possíveis investigações formais ou medidas disciplinares internas contra Flávio ou seus aliados.
O que ainda não foi divulgado
- Detalhes sobre quais membros do Partido Liberal criticaram abertamente a carta.
- Reações oficiais de OpenAI sobre o uso do ChatGPT nesse contexto.
- Posição jurídica formal de Flávio Bolsonaro sobre a autenticidade da carta.


