Em 20 de setembro de 2026, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, reuniu‑se em Nova York com o vice‑premier chinês He Lifeng e propôs a criação de um mecanismo de diálogo e notificação entre os dois países sobre riscos de inteligência artificial.
Detalhes da proposta
O mecanismo proposto prevê notificações em caso de incidentes relacionados à segurança nacional e busca definir uma visão comum de objetivos e ameaças no campo da inteligência artificial.
Contexto e implicações
O encontro aconteceu poucos dias antes da reunião entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping em Washington, encontro destinado a reduzir as tensões comerciais e tecnológicas.
Os Estados Unidos esperam impedir que a China imponha novas limitações à exportação de terras raras, essenciais para automóveis, smartphones e defesa.
Bessent lembrou que lidera a parte econômica da guerra dos EUA contra o Irã, destacando que a China é um importante apoiador diplomático de Teerã e um grande comprador de seu petróleo.
As partes também discutiram a aplicação de acordos comerciais anteriores e o estímulo ao comércio e ao investimento bilateral.

O representante chinês He Lifeng não falou ao término do encontro, embora a imprensa estatal tenha confirmado que o tema da inteligência artificial foi abordado.
De acordo com fontes americanas, Trump pretende conceder a Xi Jinping um raro honra de recebê‑lo pessoalmente na descida do avião durante a visita de Estado.
Importância para o diálogo global
O mecanismo proposto visa aumentar a transparência entre as duas maiores potências em IA, reduzindo riscos de corrida armamentista tecnológica e criando um canal para gerenciar incidentes antes que se escalem.
Analistas apontam que um acordo de notificação sobre IA poderia servir como teste de confiança para outras questões sensíveis, como controle de exportações de semicondutores e cooperação em normas de segurança.


