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EUA investem US$ 2 bi em chips e eólica da Coreia do Sul

Quatro empresas norte-americanas – Air Products, Axcelis, Corning e Pacifico Energy – comprometeram US$ 2 bilhões em semicondutores, materiais avançados e energ

04 de set., 22:09 13 fontes · 9 países Negócios Infraestrutura
Negócios
Fábrica de semicondutores com equipamentos de alta tecnologia Foto: Andrey Matveev / Pexels

Quatro empresas dos Estados Unidos — Air Products, Axcelis Technologies, Corning e Pacifico Energy — comprometeram-se a investir conjuntamente US$ 2 bilhões na Coreia do Sul, com recursos direcionados a semicondutores, materiais avançados e energia eólica offshore.

Detalhes dos investimentos por empresa

Conforme informado pela Seoul Economic Daily, cada uma das quatro empresas definiu um foco distinto. A Air Products, especializada em gases industriais,Planeja construir infraestrutura própria para abastecer um hub de produção de semicondutores de próxima geração em Pyeongtaek, na província de Gyeonggi. A Axcelis Technologies, fabricante de equipamentos para chips, vai ampliar sua fábrica de implantadores de íons, também localizada em Pyeongtaek. A Corning, multinacional de materiais com experiência em vidro, cerâmica e óptica, fará a atualização de suas linhas de produção em Asan, na província de Chungcheongnam. Já a Pacifico Energy, desenvolvedora de infraestrutura energética, está à frente de um complexo eólico offshore de 3,2 gigawatts nas águas de Jindo, Jeollanam.

Cenário político e intenções do governo sul-coreano

O anúncio oficial saiu da mano do Ministério do Comércio, Indústria e Energia e da KOTRA durante uma cerimônia realizada no Willard Hotel, em Washington, D.C., no dia 3 de fevereiro. Para o governo sul-coreano, os investimentos reforçam a aliança estratégica com os EUA, especialmente em uma fase de redesenho das cadeias globais de suprimento. O ministro Kim Jung-kwan destacou que as empresas norte-americanas reconhecem a política de incentivo ao investimento estrangeiro adotada por Seul e desejam integrá-la. O presidente da KOTRA, Kang Kyung-sung, pontuou que os recursos estão diretamente conectados a três pilares prioritários do país: semicondutores, inteligência artificial e centros de dados. A entrada de capital estrangeiro, segundo ele, não apenas fortalece a produção local de materiais e equipamentos para chips como também amplia a capacidade de geração de energia limpa para alimentar a onda crescente de instalações de IA.

Incertezas que permanecem

Ainda não houve detalhamento sobre quantos recursos cada empresa aplicará isoladamente, nem sobre os prazos definidos para execução dos projetos. Tampoco foi revelido como os US$ 2 bilhões serão distribuídos entre os setores envolvidos — semicondutores, materiais avançados ou energia eólica — , o que deixa parte da operacionalização dos acordos em aberto.

Apurado em 13 fontes

조선일보 (Chosun Ilbo) (Coreia do Sul) · Seoul Economic Daily - English Edition (Estados Unidos) · MyJoyOnline (Gana)

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