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Estudantes australianos buscam agricultura por causa da IA

Estudantes australianos estão escolhendo carreiras na agricultura, setor de US$101 bilhões com seis vagas por formado, diante da ameaça da IA a cargos de entrad

06 de set., 16:57 4 fontes · 1 país Mercado
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Trator trabalhando em um campo agrícola Foto: Thái Trường Giang / Pexels

Estudantes australianos estão mirando na agricultura como alternativa de carreira diante do impacto da inteligência artificial sobre empregos de entrada, segundo o WAtoday e o Brisbane Times.

O setor, avaliado em US$101 bilhões, oferece seis vagas para cada formado, o que tem atraído jovens como Annalise Magill, de 19 anos, que trabalha como júnior economista agrícola na consultoria AgEcon enquanto cursa ciências agrícolas na Universidade de Sydney.

Motivações e dados do setor

Annalise Magill contou que, antes da faculdade, havia ido a uma fazenda apenas em feriados e se considerava uma 'criança da cidade' sem experiência real no campo. Ela disse que a agricultura lhe permite estar ao ar livre, fazendo algo concreto, ao contrário de ficar em um escritório digitando o dia todo.

Segundo o WAtoday e o Brisbane Times, ela observa que a IA está eliminando cargos de entrada e remodelando o início de carreira, mas acredita que o setor agrícola não será substituído pela tecnologia, pois a IA pode gerar mapas de monitoramento de pastagens, porém não vai sentar no trator. Essa perspectiva reduz sua ansiedade sobre o futuro profissional. Ainda segundo as mesmas fontes, o Instituto da Fazenda Australiana indica que há seis vagas para cada formado em agricultura, enquanto o trabalho remoto e a crescente profissionalização do setor, impulsionados pela internet, têm aumentado seu atrativo. Além disso, o fim da seca do Milênio e o maior entendimento das cadeias de suprimentos, decorrente das compras em pânico durante a pandemia, ajudaram a melhorar a imagem do agronegócio nos últimos quarenta anos, conforme apontou um artigo de 2021 publicado no International Journal of Innovation in Science and Mathematics Education.

Grupo de estudantes universitários em aula prática de agricultura
Foto: Anil Sharma / Pexels

Visão do setor e o papel da IA

Sharon Starick, produtora de grãos e suínos da Austrália do Sul e presidente do Conselho de Corporações de Pesquisa e Desenvolvimento Rural, concorda com a visão de Magill. Ela afirmou que, entre os vinte estudantes domésticos de sua turma, dez vêm de áreas urbanas, mostrando o interesse crescente de jovens das cidades.

Andrew Quilty Starick, que cresceu em uma propriedade vitivinícola de Barossa e estudou ciências agrícolas nos anos 1990, lembrou que, na época, a área era vista como sem perspectiva e pouco empolgante devido à seca e aos baixos preços das commodities. Hoje, segundo ele, novas tecnologias e inovações estão gerando empregos altamente qualificados e técnicos ao longo da cadeia de valor, desde a produção até a logística e o processamento.

O setor oferece uma ampla gama de funções: trabalho direto na fazenda, comunicação, gestão, finanças, política, tecnologia e pesquisa. Starick ressaltou que é necessária diversidade de origens, idades, gêneros e culturas para trazer diferentes perspectivas diante dos grandes desafios do abastecimento mundial. Embora a IA possa automatizar tarefas repetitivas, muitas atividades na produção de alimentos e fibras dependem de julgamento, criatividade, resolução de problemas e compreensão das necessidades dos produtores; portanto, a tecnologia será uma ferramenta útil, não um substituto.

Apurado em 4 fontes

WAtoday (Austrália) · Brisbane Times (Austrália)

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