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Maioria das empresas japonesas ainda restringe uso de IA

Levantamento aponta que 80% das companhias no Japão utilizam inteligência artificial de forma limitada ou sequer adotaram a tecnologia nas operações.

12 de ago., 20:20 42 fontes · 1 país Negócios Análise
Negócios
Ambiente de escritório moderno com computadores. Foto: cottonbro studio / Pexels

Mais de 80% das empresas japonesas operam com inteligência artificial de forma limitada ou não integram a tecnologia em seus processos, segundo pesquisa realizada pela Nikkei Research para a Reuters. O cenário pode prejudicar os objetivos oficiais de elevar a produtividade nacional.

Níveis de adoção e dificuldades operacionais

De acordo com o levantamento, apenas 16% das organizações implementaram a IA como uma ferramenta estratégica em toda a companhia. A maioria, cerca de 60%, utiliza a tecnologia apenas em setores específicos ou de maneira restrita. Além disso, 18% dos entrevistados afirmaram que ainda não decidiram sobre a introdução da IA no ambiente de trabalho, enquanto 6% descartam completamente a adoção. Gestores citaram dificuldades em identificar formas de aplicar a ferramenta e limitaram o uso atual a tarefas básicas, como a criação de documentos.

Comparação internacional e investimentos

Relatórios do governo apontam que o Japão apresenta um atraso na adoção da tecnologia em relação a outras potências industriais. Enquanto 86,4% das empresas locais utilizam IA generativa em pelo menos uma tarefa, o índice alcança 98,1% na China, 91,6% na Alemanha e 90,9% nos Estados Unidos. Quanto ao orçamento para os próximos dois anos, embora nenhuma empresa tenha indicado redução de gastos com IA, a maioria projeta investimentos modestos ou mantém as decisões em aberto.

Estratégia econômica nacional

O perfil de investimento das companhias reflete a atual política do governo. Aproximadamente 82% dos respondentes privilegiam aportes domésticos em detrimento de operações no exterior, movimento alinhado à estratégia de crescimento da primeira-ministra Sanae Takaichi. O fortalecimento de áreas como semicondutores e tecnologia quântica, além da própria IA, tem sido prioridade para estimular a economia interna. A desvalorização do iene também pesa nas decisões, tornando investimentos estrangeiros mais onerosos para os exportadores locais.

Apurado em 42 fontes

The Japan Times (Japão)

ver as 42 fontes

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