Empresas enfrentam custos elevados com o uso de inteligência artificial e buscam novas métricas financeiras para justificar os investimentos. O surgimento do termo tokenomics reflete a necessidade de mensurar o valor gerado por cada token de poder computacional consumido nas operações corporativas.
A transição do tokenmaxxing para a contenção de gastos
O entusiasmo inicial com a inteligência artificial, batizado de tokenmaxxing, incentivava o uso irrestrito da tecnologia nas organizações. A estratégia resultou em faturas expressivas e pressionou conselhos administrativos. Em resposta, o movimento atual foca no tokenminning, uma tentativa de identificar o desperdício de milhões de dólares em recursos. Executivos agora buscam entender qual o valor real extraído dessas ferramentas e quais orçamentos foram sacrificados para bancar o consumo de energia e processamento.
Desafios na medição e precificação
A falta de clareza contábil é um entrave para as empresas que tratam a IA como um ativo, mas enfrentam riscos de baixa rentabilidade. Especialistas comparam os tokens aos derivados de petróleo, onde a matéria-prima básica é refinada para criar produtos finais. No entanto, a comparação falha devido à existência de milhares de modelos de IA, tornando a padronização do custo e do valor significativamente mais complexa do que nos mercados de commodities tradicionais.
O que ainda não foi divulgado
- A lista de empresas específicas que já adotaram formalmente as novas práticas de tokenomics.
- Quais indicadores de desempenho (KPIs) específicos estão sendo utilizados para definir o retorno sobre o investimento em IA.
- Projeções de como os preços dos tokens evoluirão conforme a oferta e demanda por poder computacional se estabilizarem.