A Coreia do Sul deslocará as funções do 1º Ala de Combate da Força Aérea, sediada na base aérea de Gwangju, para três localizações distintas. O objetivo é libertar o terreno para a construção de um novo cluster de semicondutores, parte dos três megaprojetos industriais anunciados pelo presidente Lee Jae Myung.
Mudança para três bases
Segundo informou nesta sexta-feira (14) o Ministério da Defesa, à agência Yonhap, os três esquadrões do 1º Ala serão redistribuídos. Dois seguirão para Yecheon e um para Seosan. A base Jungwon, em Chungju, também será utilizada para absorver parte das operações. Essa distribuição visa aproveitar a capacidade existente nessas instalações receptoras.
Um oficial do ministério explicou que a decisão procura minimizar o impacto nas capacidades operacionais. A prioridade é garantir que o treinamento dos pilotos não soja comprometido durante a transição. Os detalhes finais sobre como cada unidade se ajustará às novas infraestruturas ainda estão em fase de revisão interna.

Estratégia industrial de Lee
A escolha de Gwangju como sítio para o complexo de chips foi determinada pelo presidente Lee. Em 10 de agosto, ele ordenou ao Ministério da Defesa que a relocação temporária das operações aeroportuárias militares fosse concluída até meados de 2028. As obras de preparação no local devem começar ainda este ano, enquanto a construção das novas instalações aéreas para abrigar as unidades deslocadas está prevista para iniciar em 2027.
O que acontece a seguir
Não há cronogramas exatos ou estimativas de custo divulgados publicamente. O Ministério da Defesa afirmou que continuará a avaliar as melhores opções para proteger o espaço aéreo e os ativos necessários ao treinamento. A força aérea mantém atualmente três esquadrões de instrução: dois operam aviões de treino T-50 e um utiliza jatos TA-50 Block 2 para vigilância e ataque leve.


