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China impõe depósito de 99,2% sobre químico para chips do Japão

As taxas variam de 99,2% para a maioria das empresas japonesas a 80,8% para a Denal Silane, enquanto Tóquio protesta e pede a retirada imediata das medidas.

08 de set., 03:24 5 fontes · 4 países Mercado Regulação
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foto de uma planta química com equipamentos industriais Foto: Tom Fisk / Pexels

China começou a cobrar depósitos sobre importações do químico dichlorosilane usado na fabricação de chips, proveniente do Japão, aplicando uma taxa de 99,2% para a maioria das empresas japonesas e 80,8% para a Denal Silane, a partir de terça-feira, 8 de setembro.

Detalhes da investigação e da medida temporária

Segundo a Free Malaysia Today e a Malay Mail, o Ministério do Comércio da China anunciou em janeiro uma investigação anti-dumping sobre o dichlorosilane importado do Japão, após identificar provas preliminares de que as importações estavam envolvidas em práticas de dumping e de que a indústria doméstica havia sofrido danos substanciais. Como medida temporária, decidiu cobrar um 'deposito de seguranca' que deve ser pago à autoridade alfandegária chinesa pelas empresas que importam o químico, funcionando como uma taxa adicional sobre o valor da importacao.

Taxas aplicáveis e excecao

Todas as empresas japonesas que exportam dichlorosilane à China estão sujeitas à taxa de 99,2%, exceto a Denal Silane, com sede em Tóquio, que recebeu a taxa reduzida de 80,8%, conforme informado pelas duas fontes.

close de um wafer de silício usado na fabricação de chips
Foto: SHOX ART / Pexels

Posicao de empresas e governo japones

A Free Malaysia Today riporta que um porta-voz da Shin-Etsu Chemical declarou que a empresa está analisando o impacto da nova cobranca, mas que ela representa apenas uma parcela pequena de seus negocios e nao devera ter efeito material sobre os resultados consolidados. A mesma fonte cita o secretario-chefe do gabinete japonês, Minoru Kihara, afirmando que Tóquio vai responder adequadamente, ja apresentou um protesto formal e pediu a retirada imediata das medidas chinesas.

Contexto diplomatico

As matérias destacam que a investigação foi iniciada em um período de tensão elevada entre Pequim e Tóquio, depois que a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi sugeriu que o Japão poderia intervir em um eventual ataque à ilha de Taiwan, territorio que a China considera parte integrante de seu territorio.

Informacoes nao divulgadas

Apurado em 5 fontes

Bloomberg Businessweek (Estados Unidos) · Free Malaysia Today (Malásia) · Malay Mail — Money (Malásia)

ver as 5 fontes

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