Chloé Bakalar, responsável pela liderança de ética em IA da OpenAI, desligou-se da companhia em julho de 2026. A saída ocorreu menos de um ano após sua contratação e não foi comunicada oficialmente pela organização, conforme apurado pelo Financial Times.
Contexto da atuação e sucessão
Bakalar ingressou na OpenAI em agosto de 2025, vinda da Meta, onde atuou por seis anos como chefe de ética. Na OpenAI, sua função envolvia a aplicação de princípios éticos no desenvolvimento de modelos, estudos sobre interação entre humanos e máquinas e questões sobre consciência artificial. Segundo a companhia, não há um substituto designado para o cargo, pois a responsabilidade pela ética não está concentrada em uma única pessoa ou departamento. A empresa afirmou que essas diretrizes fazem parte do processo de desenvolvimento dos modelos, sendo distribuídas entre diversas equipes internas.
Série de mudanças na liderança
A saída de Bakalar integra um cenário de mudanças na estrutura de liderança e nas áreas de segurança da OpenAI. Recentemente, outros nomes de relevo deixaram a organização ou alteraram suas funções, como Johannes Heidecke, ex-chefe de sistemas de segurança, e Joshua Achiam, ex-chefe de futurismo e alinhamento de missão. Além disso, a empresa anunciou a saída de Brad Lightcap, que ocupava o cargo de diretor de operações e estava na companhia desde 2018. O volume de saídas tem atraído questionamentos sobre a estabilidade corporativa enquanto a empresa amplia suas operações comerciais.
O que ainda não foi divulgado
- A OpenAI não confirmou quem assumirá as responsabilidades específicas que eram delegadas a Bakalar na governança de ética.
- Não foram detalhados os motivos específicos para a saída da executiva, nem se haverá uma reestruturação formal do setor de ética além da distribuição atual de tarefas.
- Detalhes sobre como a empresa pretende garantir a continuidade de projetos de pesquisa que estavam sob a supervisão da ex-chefe de ética permanecem sem esclarecimento público.


