As ações da Cerebras Systems sofreram uma queda de 17% nas negociações de pré-mercado na última quinta-feira (13). O movimento foi desencadeado por resultados financeiros do segundo trimestre que não atingiram as expectativas dos investidores, acompanhados por projeções conservadoras para o terceiro trimestre.
Prejuízo e margens operacionais
A companhia, que compete no mercado de processadores para inteligência artificial, reverteu o lucro de 1,91 dólar por ação registrado no mesmo período do ano anterior para um prejuízo de 2,98 dólares por ação no segundo trimestre de 2026. A margem bruta central foi de 40,6%.
Segundo a CFO da empresa, Bob Komin, a margem teria sido 500 pontos-base superior, aproximando-se dos 46,5% do primeiro trimestre, não fosse a estratégia de alugar de volta seus próprios sistemas junto a clientes de nuvem para suprir a demanda por serviços de inferência. A expectativa interna é que o terceiro trimestre represente o ponto mais baixo para as margens antes de uma recuperação no final do ano.

Desempenho e mercado de nuvem
Embora a previsão de receita central para o terceiro trimestre, entre 214 e 216 milhões de dólares, supere o consenso de Wall Street de 210 milhões, analistas apontavam estimativas de até 220 milhões de dólares. A empresa atravessa uma transição estratégica, reduzindo a venda direta de hardware, que caiu 23% ano a ano, enquanto sua operação de nuvem quase quadruplicou, alcançando 127,7 milhões de dólares.
De acordo com a Bloomberg Intelligence, o cenário projetado para o restante do ano fiscal é visto como apenas moderadamente acima das expectativas, o que limitou o otimismo do mercado. A Cerebras, que abriu seu capital em maio deste ano, mantém parcerias com grandes nomes da indústria, como Amazon e OpenAI, e prepara a apresentação de sua próxima geração de processadores Wafer Scale Engine para o evento Supernova, marcado para 18 de agosto.


