A CDPQ, gestora do fundo de pensão La Caisse (Canadá), não compartilha a euforia global com inteligência artificial. Para a instituição, que controla mais de 400 bilhões de dólares canadenses, o cenário atual esconde riscos reais. O aviso veio à tona em reportagem da Bloomberg Businessweek, que destaca a postura cautelosa da empresa frente ao que ela chama de “mania” tecnológica.
A leitura da Bloomberg
O texto da revista norte-americana aponta uma desconexão clara entre o entusiasmo do mercado e a avaliação da CDPQ. Enquanto investidores institucionais perseguem agressivamente ações ligadas a IA, empurrando os *valuations* para patamares elevados baseados em promessas de transformação digital, a canadense vê outro lado. A apuração indica que a gestora acredita haver uma superestimação das expectativas de curto prazo.
Impacto no Brasil
Não se trata apenas de opinião de investidor distante. A posição da CDPQ toca em um ponto crucial para gestores de recursos brasileiros: a sustentabilidade dos múltiplos atuais do setor de tecnologia. Num momento em que o fluxo de capital busca exposições na área, o freio de mão puxado por um fundo de tamanho expressivo serve como alerta concreto sobre possíveis bolhas setoriais. Se essa cautela se espalhar, pode mudar alocações nos próximos trimestres.
O que falta na cobertura inicial
- Não há lista pública de empresas ou setores específicos que a CDPQ considera perigosos neste momento.
- A matéria da Bloomberg não detalhou se houve venda recente de posições em ações de IA pelo fundo.
- Fica em aberto como a gestora enxerga as oportunidades estruturais de longo prazo, apesar da desconfiança sobre a febre atual.


