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Ourives turco: IA não substitui trançado de 1.600 anos

Hüseyin Altay afirma que a técnica frígia 'Sivrihisar cebesi', feita à mão há milênios, é imune à automação. Peças chegam a 1 milhão de liras.

15 de ago., 15:09 4 fontes · 3 países Mercado Cultura
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Colar de ourivesaria tradicional turca Sivrihisar cebesi, feito à mão Foto: Maryam / Pexels

O ourives Hüseyin Altay, que opera em Eskişehir há 25 anos, garantiu ao jornal Hürriyet que a inteligência artificial jamais substituirá o ofício manual da ourivesaria frígia. A técnica ancestral, conhecida como 'Sivrihisar cebesi' — um trançado de ouro com até 1.600 anos — continua sendo executada inteiramente à mão e pode atingir o valor de 1 milhão de liras turcas (aproximadamente R$ 170 mil), variando conforme peso e modelo.

Herança frígia

Altay traça a origem da peça até o período frígio. O nome remete à cidade de Sivrihisar, na Anatólia Central. Segundo o artesão, o desenho do trançado evoca a armadura usada por soldados da Antiguidade, formato que foi gradualmente adaptado para a joalheria contemporânea. A peça mais antiga que ele já examinou tem cerca de 300 anos.

Fios e tradição

A manufatura exige entre três e quatro dias por adorno. O processo inicia com o derretimento das barras de ouro para formar fios finos. Seguem-se as etapas de trançado, lavagem, penteado, fechamento, polimento e banho final. A liga padrão é de 22 quilates, seguindo uma regra local: em Sivrihisar, é costume oferecer pelo menos uma pulseira desse tipo às noivas no dia do casamento.

Ourives turco Hüseyin Altay trabalhando em fio de ouro para a confecção do Sivrihisar cebesi
Foto: RDNE Stock project / Pexels

Custo alto, valor preservado

Os preços flutuam segundo o design e o peso. Uma peça padrão custa entre 600 mil e 1 milhão de liras. Modelos ornamentados com diamantes podem ultrapassar 1,7 milhão de liras. Para Altay, o custo elevado justifica-se pelo trabalho braçal intenso e pela necessidade de manter viva uma tradição centenária.

Imunidade tecnológica

Sobre o potencial impacto da tecnologia, a resposta foi direta. "Exige maestria e mãos. Enquanto ensinarmos aos jovens e mantivermos o amor por este ofício vivo, acredito que nem a inteligência artificial nem a tecnologia conseguirão destruí-lo", afirmou. Ele defende que a natureza artesanal da produção protege a técnica contra qualquer forma de automação industrial.

Apurado em 2 fontes

Hürriyet (Turquia) · yapay zeka - BingHaberler (TR)

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