Applied Materials comprometeu US$ 5 bilhões para ampliar sua participação na cadeia de suprimentos de semicondutores da Índia, anunciou o ministro Ashwini Vaishnaw durante o evento SEMICON India 2026. A iniciativa Semicon 2.0 já reúne propostas de investimento na faixa de US$ 11 a 12 bilhões, com potencial de gerar cerca de 100 mil empregos, distribuídos entre seis pilares: design, equipamentos, materiais, fabricação, embalagem avançada, P&D e formação de talentos.
Empresas e valores anunciados
O The Economic Times e o The Financial Express informam que o aporte de US$ 5 bilhões da Applied Materials faz parte da "India Vision 2035", que prevê um parque de pesquisa avançado com 140 acres e o objetivo de multiplicar por dez a capacidade da cadeia de suprimentos indiana até 2035.
O The Financial Express complementa com planos da Lam Research, que considera investir cerca de Rs 10.000 crore para sua primeira fábrica de componentes de silício e ampliar operações de P&D. A Tata Electronics já assinou acordos para desenvolver o ecossistema de fornecedores de sua fábrica em Dholera, Gujarat, com parcerias como Ascendas First Space (parque de fornecedores de 363 acres), Fujifilm (materiais críticos) e JSR Corporation (fotoresistos e químicos avançados).
Seis pilares do Semicon 2.0
Segundo o The Economic Times, o Semicon 2.0 é a fase ampliada da política nacional de semicondutores, com orçamento de ₹1,27 lakh crore (cerca de US$ 12,7 bilhões) e seis pilares estratégicos.

O primeiro pilar foca no ecossistema de design, ajudando empresas fabless a escalar, captar recursos e atrair startups e grandes companhias. O segundo pilar trata de máquinas e materiais, com destaque para a Applied Materials e a Lam Research. O terceiro pilar busca atrair mais fábricas (fabs) para display, memória, silício e semicondutores compostos. O quarto pilar dedica-se à embalagem avançada. O quinto pilar envolve P&D aplicado, com projetos financiados conjuntamente por empresas, governo e instituições acadêmicas. O sexto pilar é o desenvolvimento de talentos, com cerca de 400 universidades já treinando estudantes em design de chips e planejando expandir para design de sistemas.
Ashwini Vaishnaw destacou que o ecossistema inteiro pode gerar perto de 100 mil empregos, mas os valores de US$ 11-12 bilhões são baseados em conversas com empresas, algumas ainda sem divulgar planos publicamente.
Detalhes pendentes
Nenhuma fonte revelou os nomes das empresas por trás das propostas de US$ 11-12 bilhões, informando apenas que os anúncios ocorrerão após aprovações de conselhos e acionistas. Também não foram especificados os cronogramas exatos para cada investimento nem os valores detalhados atribuídos a cada pilar do Semicon 2.0.


