O Conselho de Educação da Flórida aprovou, por unanimidade, novas regras que limitam o uso de inteligência artificial em escolas públicas e universidades estaduais, proibindo aplicações que simulem relacionamentos emocionais ou que substituam trabalhos avaliados.
Proibições e exigências
Não pode mais usar IA para tentar preencher necessidades sociais dos alunos, nem para fingir amizade, companhia ou qualquer tipo de vínculo emocional com a turma. Foi banido também qualquer software com cara de ser humano ou animal que incentive o estudante a ficar horas rolando conversa com o robô. Além disso, os alunos não podem mais passar produções, trabalhos ou provas por algoritmo, e a tecnologia deve parar de monitorar comportamento ou montar perfis psicológicos dos jovens.
Para qualquer coisa que envolva IA, a escola precisa do ok por escrito dos pais. Se os responsáveis disserem não, a instituição precisa oferecer uma versão paralela das aulas, sem nenhum tipo de inteligência artificial. Professores e funcionários passam por capacitação obrigatória sobre os perigos e limites dessa tecnologia.
Quem mais já estava fazendo isso
As regras da Flórida começam a valer em julho de 2027 e vão impactar algo mais de três milhões de estudantes. A atitude lembra o que já aconteceu em grandes redes escolares: Los Angeles proibiu totalmente a geração de textos, imagens e outros conteúdos por IA, Nova York decretou uma moratória de um ano para crianças de ensino fundamental até o oitavo ano, e agora Miami também se alinhou.


