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Apple treina modelo de IA próprio para China com apoio da Alibaba

Apple desenvolveu um modelo de linguagem para o mercado chinês em parceria com a Alibaba, marcando mudança de estratégia e superando barreiras regulatórias.

14 de ago., 12:53 4 fontes · 3 países Mercado
MercadoAppleQwen
Loja da Apple na China à noite com logotipo iluminado Foto: WeStarMoney Rec / Pexels

Apple treinou um grande modelo de linguagem especificamente para o mercado chinês em colaboração com a Alibaba, marcando uma mudança em relação à sua estratégia anterior de depender de modelos de terceiros para funções de IA generativa no país. O Apple Intelligence deve chegar aos iPhones chineses nos próximos meses, após uma atualização do iOS, e a empresa seria a primeira estrangeira autorizada por Pequim a oferecer um modelo proprietário de IA na China.

Mudança de estratégia e parceria com a Alibaba

Segundo a Reuters, citada por La República e Xataka, a Apple desenvolveu o modelo com o apoio do grupo chinês, que ajudou no treinamento. Até então, a fabricante do iPhone recorria a modelos de parceiros locais para incorporar IA generativa aos dispositivos vendidos na China, onde modelos americanos como ChatGPT, da OpenAI, e Claude, da Anthropic, não estão disponíveis. A colaboração transforma a Alibaba de simples provedora do modelo Qwen em parceira ativa no desenvolvimento.

O acordo prevê que o Qwen seja integrado à versão chinesa do Apple Intelligence pré-instalada em iPhone, iPad, Mac e Vision Pro compatíveis, além de tecnologia da Baidu. Na semana passada, a Apple publicou e depois removeu sem explicação um guia em chinês ensinando usuários de Mac a conectar o Qwen à Siri e às Ferramentas de Escrita.

Sala de servidores com cabos e luzes indicando treinamento de IA
Foto: Sergei Starostin / Pexels

Barreiras regulatórias vencidas, mas incerteza permanece

O lançamento segue a conclusão, no mês passado, do processo regulatório pela Administração do Ciberespaço da China, que registrou o serviço de IA generativa da Apple. Esse registro pavimenta a estreia do Apple Intelligence nos iPhones chineses. La República destaca que a aprovação representa uma colaboração incomum entre empresas de tecnologia dos EUA e da China em meio a tensões comerciais e diplomáticas crescentes no setor de IA.

O que cada mercado destacou

A imprensa espanhola (Xataka) enquadrou a notícia como mais uma concessão da Apple às exigências chinesas, descrevendo uma "estratégia de via dupla" em que a empresa terá uma IA para a China e outra para o resto do mundo. O veículo argentino Ámbito Financiero enfatizou a busca por controle sobre as funções de IA em um mercado-chave. A cobertura colombiana (La República) detalhou o cronograma regulatório e a remoção do guia técnico. Todos concordam que a pressão competitiva de rivais locais como a Huawei, que já integram assistentes de IA, acelerou o movimento da Apple.

O que ainda não foi divulgado

Apurado em 5 fontes

La República (Colômbia) · Xataka (Espanha) · Xataka (sitemap) (Espanha) · Veja (sitemap) (Brasil) · Ámbito Financiero (Argentina)

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