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Apple acusa ex-engenheiro treinou IA com dados roubados

Segundo processos, o ex-funcionário Chang Liu usou esquema de circuito confidencial da Apple para treinar um agente de IA na OpenAI e tentou apagar provas.

01 de set., 21:02 12 fontes · 6 países Negócios
NegóciosOpenAIApple
Fotografia genérica de um tribunal com computador e papéis Foto: SHOX ART / Pexels

Apple acusa o ex-engenheiro Chang Liu de ter utilizado esquemas de circuito confidencial da Apple para treinar um agente de IA na OpenAI, segundo o TechJuice, o MacRumors e o TechCrunch.

Detalhes das acusações

Segundo o TechJuice, Liu trabalhou na Apple por oito anos e deixou a empresa em janeiro de 2026, tendo baixado um esquema de circuito confidencial e utilizado esse documento em seu trabalho na OpenAI.

O MacRumors acrescenta que, além do esquema, Liu usou uma ferramenta de simulação chamada LTspice, cujo nome é idêntico ao de um aplicativo interno de engenharia da Apple, e treinou um agente de IA para executar essa simulação, reduzindo o tempo de um dia para duas horas.

O TechCrunch afirma que Liu também empregou uma ferramenta cujo nome corresponde a um aplicativo interno da Apple e que a OpenAI teria conhecimento do acesso dele aos dados confidenciais.

As três fontes coincidem ao afirmar que Liu permaneceu com o MacBook da Apple após sua saída e que o dispositivo foi posteriormente analisado, revelando tentativas de apagar provas.

Provas e pedidos legais

De acordo com o TechJuice, o MacBook de Liu foi entregue à sua equipe legal em 21 de agosto e a análise forense iniciou em 26 de agosto, indicando que ele enviou instruções a um colega da OpenAI para destruir dados relevantes.

O MacRumors afirma que Liu baixou o esquema de circuito em março, dois meses depois de deixar a Apple, e que usou o Mac mini para rodar a simulação antes de sincronizar o resultado com o MacBook.

O TechCrunch destaca que, em junho, Liu teria recrutado a colega Yu‑Ting Peng para ajudar a apagar provas após tomar conhecimento de uma investigação interna da Apple.

Apple pede ao juiz Edward J. Davila que conceda descoberta acelerada e uma liminar preliminar que impeça a OpenAI de utilizar seus segredos comerciais enquanto o caso estiver em andamento, segundo o MacRumors e o TechCrunch.

Engenheiro analisando esquemas de circuito em um notebook
Foto: Thirdman / Pexels

Ambas as empresas também citam que mais de 400 ex‑funcionários da Apple atualmente trabalham na OpenAI, um número presente no pedido inicial da Apple, conforme o MacRumors e o TechCrunch.

A OpenAI nega as acusações, qualificando‑as de “sem mérito” e afirmando que não deseja nem possui segredos da Apple, segundo o TechJuice e o MacRumors.

Onde a cobertura diverge

O TechJuice traz informações que não aparecem nas outras fontes, como a afirmação de que a OpenAI teria adquirido a startup de hardware de Jony Ive, chamada io, e que o executivo Tang Tan, veterano de 24 anos na Apple, ocupa o cargo de chief hardware officer na OpenAI.

Além disso, o TechJuice menciona que o novo CEO da Apple, John Ternus, assumiu o posto em 1º de setembro e herdou esse processo de alto perfil, detalhe também citado pelo MacRumors.

Já o MacRumors señala que o prazo para que os réus respondam à nova petição é 4 de setembro, com audiência marcada para 1º de outubro diante do juiz Edward J. Davila, informação que o TechCrunch não reproduz.

O TechCrunch, por sua vez, foca na alegação de que Liu teria explorado um “bug de autenticação raro e previamente desconhecido” para manter acesso aos sistemas da Apple após sua saída, ponto não abordado pelas outras duas publicações.

Apurado em 12 fontes

TechJuice (Paquistão) · MacRumors (Estados Unidos) · TechCrunch (Estados Unidos)

ver as 12 fontes

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