Apple acusa o ex-engenheiro Chang Liu de ter utilizado esquemas de circuito confidencial da Apple para treinar um agente de IA na OpenAI, segundo o TechJuice, o MacRumors e o TechCrunch.
Detalhes das acusações
Segundo o TechJuice, Liu trabalhou na Apple por oito anos e deixou a empresa em janeiro de 2026, tendo baixado um esquema de circuito confidencial e utilizado esse documento em seu trabalho na OpenAI.
O MacRumors acrescenta que, além do esquema, Liu usou uma ferramenta de simulação chamada LTspice, cujo nome é idêntico ao de um aplicativo interno de engenharia da Apple, e treinou um agente de IA para executar essa simulação, reduzindo o tempo de um dia para duas horas.
O TechCrunch afirma que Liu também empregou uma ferramenta cujo nome corresponde a um aplicativo interno da Apple e que a OpenAI teria conhecimento do acesso dele aos dados confidenciais.
As três fontes coincidem ao afirmar que Liu permaneceu com o MacBook da Apple após sua saída e que o dispositivo foi posteriormente analisado, revelando tentativas de apagar provas.
Provas e pedidos legais
De acordo com o TechJuice, o MacBook de Liu foi entregue à sua equipe legal em 21 de agosto e a análise forense iniciou em 26 de agosto, indicando que ele enviou instruções a um colega da OpenAI para destruir dados relevantes.
O MacRumors afirma que Liu baixou o esquema de circuito em março, dois meses depois de deixar a Apple, e que usou o Mac mini para rodar a simulação antes de sincronizar o resultado com o MacBook.
O TechCrunch destaca que, em junho, Liu teria recrutado a colega Yu‑Ting Peng para ajudar a apagar provas após tomar conhecimento de uma investigação interna da Apple.
Apple pede ao juiz Edward J. Davila que conceda descoberta acelerada e uma liminar preliminar que impeça a OpenAI de utilizar seus segredos comerciais enquanto o caso estiver em andamento, segundo o MacRumors e o TechCrunch.

Ambas as empresas também citam que mais de 400 ex‑funcionários da Apple atualmente trabalham na OpenAI, um número presente no pedido inicial da Apple, conforme o MacRumors e o TechCrunch.
A OpenAI nega as acusações, qualificando‑as de “sem mérito” e afirmando que não deseja nem possui segredos da Apple, segundo o TechJuice e o MacRumors.
Onde a cobertura diverge
O TechJuice traz informações que não aparecem nas outras fontes, como a afirmação de que a OpenAI teria adquirido a startup de hardware de Jony Ive, chamada io, e que o executivo Tang Tan, veterano de 24 anos na Apple, ocupa o cargo de chief hardware officer na OpenAI.
Além disso, o TechJuice menciona que o novo CEO da Apple, John Ternus, assumiu o posto em 1º de setembro e herdou esse processo de alto perfil, detalhe também citado pelo MacRumors.
Já o MacRumors señala que o prazo para que os réus respondam à nova petição é 4 de setembro, com audiência marcada para 1º de outubro diante do juiz Edward J. Davila, informação que o TechCrunch não reproduz.
O TechCrunch, por sua vez, foca na alegação de que Liu teria explorado um “bug de autenticação raro e previamente desconhecido” para manter acesso aos sistemas da Apple após sua saída, ponto não abordado pelas outras duas publicações.


