A Anthropic, empresa por trás do chatbot Claude, registrou receita superior a US$ 11,5 bilhões no segundo trimestre de 2026, um salto de 1.360% na comparação anual. O número veio de documentos mostrados a investidores e acelera os planos de abertura de capital da companhia.
Crescimento explosivo
Segundo documentos obtidos pela Bloomberg e publicados pela Nairametrics, a receita preliminar do segundo trimestre foi de mais de US$ 11,5 bilhões, contra US$ 787 milhões no mesmo período de 2025. No primeiro trimestre de 2026, a Anthropic havia reportado US$ 4,73 bilhões, o que indica que a receita mais que dobrou em apenas três meses. A CNBC, que também noticiou o dado, destacou que o crescimento reflete a rápida expansão da empresa enquanto ela se prepara para uma oferta pública inicial (IPO) que pode ser um dos maiores do setor de inteligência artificial. As cifras ainda podem ser revisadas, e a Anthropic não comentou o assunto.
Projeções ambiciosas para 2028
Em outra reportagem, a Reuters informou que a Anthropic projeta receita de US$ 190 bilhões a US$ 200 bilhões em 2028, um patamar que a colocaria entre as maiores empresas de tecnologia do mundo. A projeção é muito superior à taxa anualizada de US$ 47 bilhões que a empresa divulgou em maio — a diferença ilustra o nível de crescimento que os investidores estão sendo chamados a precificar no futuro IPO.
Corrida pelo mercado de capitais
A Anthropic protocolou confidencialmente seu pedido de IPO na Securities and Exchange Commission (SEC) dos EUA em junho de 2026, tornando-se a primeira grande empresa de IA generativa a iniciar formalmente o processo de listagem em bolsa. Cerca de uma semana depois, a OpenAI, criadora do ChatGPT, também fez o mesmo pedido confidencial. Na China, a DeepSeek já começou a se preparar para um IPO que pode ocorrer ainda este ano. Já a Perplexity AI indicou que pretende abrir capital em 2028, independentemente do andamento das ofertas das concorrentes. A onda de IPOs de IA tem impulsionado a retomada do mercado global de aberturas de capital, com investidores cada vez mais dispostos a aportar recursos em empresas que desenvolvem modelos e infraestrutura avançados de inteligência artificial.


