Dario Amodei, CEO da Anthropic, usou um blog post de 12 de setembro de 2026 para pedir o enfriamento do ritmo no desenvolvimento de modelos de IA, alertando para riscos de segurança e o avanço desenfreado da tecnologia.
Plano da Anthropic para reduzir o ritmo
- Segundo a TechCrunch, a primeira estratégia envolve “embedded evaluators” de terceiros, como o METR, que receberiam crachás, mesas e laptops e teriam acesso majoramente comparável ao de equipes internas de risco.
- Segundo a mesma fonte, a segunda estratégia pede que as líderes de IA em países democráticos coordenem padrões comuns de segurança e limitem a taxa de progresso não verificado da IA.
- Segundo a TechCrunch, a terceira estratégia é o compromisso unilateral da Anthropic de adotar os avaliadores externos e chamar governos para exigir que outras empresas façam o mesmo.
Reações de outros líderes e apelos por tratados
Segundo o Mint (Índia), o senador Bernie Sanders pediu aos presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, que negociem um tratado para pausar o desenvolvimento de IA avançada e proibir a superinteligência.
Segundo o Unite.AI (Estados Unidos), o CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que a empresa vai igualar o compromisso da Anthropic de ter avaliadores incorporados com acesso semelhante ao de equipes internas de risco.
Segundo a TechCrunch, o CEO da xAI, Elon Musk, respondeu ao post de Amodei dizendo “Dario está certo”, apoiando a ideia de desacelerar o desenvolvimento.
Segundo o Ratopati English (Nepal), o chamado da Anthropic para reduzir o ritmo foi feito diante de preocupações com segurança, citando o avanço acelerado da IA e sua crescente capacidade de construir a próxima geração de modelos.

Preocupações de segurança e incidentes citados
Segundo a TechCrunch, dois fatores convenceram Amodei a adotar uma postura mais cautelosa: o hack envolvendo a OpenAI e a HuggingFace e o fato de que “a IA tem avançado drasticamente mais rápido” nos últimos meses, particularmente por sua crescente habilidade de construir a próxima geração de IA.
Segundo a mesma fonte, a discussão sobre segurança intensificou‑se após a renúncia do pesquisador Jacob Coxon da Anthropic, que afirmou que as principais empresas de IA estão “arriscando nossas vidas” enquanto acreditam que a tecnologia poderia eliminar a humanidade até o fim da década.
Segundo o Mint (Índia), Amodei havia listado ameaças como perda de controle sobre sistemas de IA, ciberataques, bioterrorismo e grande perturbação econômica caso o desenvolvimento continue mais rápido que a segurança.


