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Anthropic é processada por usar 274 músicas de Elvis Presley no treinamento do Claude

Grupo de direitos autorais pede US$ 41,1 milhões de indenização por uso não autorizado de composições de Elvis Presley no treinamento do chatbot Claude.

27 de out., 17:33 16 fontes · 11 países Regulação Regulação
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Robô de inteligência artificial em frente a um tribunal Foto: Pavel Danilyuk / Pexels

Um grupo de entidades detentoras dos direitos autorais das músicas de Elvis Presley moveu uma ação judicial contra a Anthropic, acusando a empresa de ter utilizado 274 composições do cantor sem permissão para treinar os modelos de inteligência artificial do chatbot Claude.

O processo foi filed no estado da Califória, e os réus exigem uma indenização total de US$ 41,1 milhões, calculada a partir de uma demanda de US$ 150 mil por composição utilizada. Entre os autores incluídos na ação estão a Authentic Brands Group, o selo Raleigh Music Publishing e outros diretadores privados.

Detalhes da acusação

Segundo a denúncia, a Anthropic não apenas utilizou as músicas sem licença, mas também contornou mecanismos técnicos de proteção de direitos autorais e removeu metadados relacionados à gestão de propriedade intelectual. A acusação aponta que o conteúdo gerado pelo Claude reproduz estruturas, refrões e padrões presentes nas composições de Presley, chegando a um patamar que ultrapassa o conceito de inspiração e se aproxima da reprodução direta.

E as partes citam exemplos como "Can't Help Falling in Love", "Return to Sender" e "All Shook Up", destacando como versões geradas pela IA mantêm a essência original das obras, mesmo com pequenas alterações nas letras.

Discos de vinil antigos de Elvis Presley
Foto: Mick Haupt / Pexels

Contexto legal e outras ações

A ação faz parte de uma onda crescente de processos judiciais movidos por detentores de direitos autorais contra empresas de tecnologia. Outras gigantes como OpenAI e Meta já enfrentam casos semelhantes relacionados ao uso de conteúdo protegido no treinamento de modelos de IA.

No ano passado, a Anthropic chegou a um acordo de US$ 1,5 bilhão com um grupo de autores, também envolvendo o uso de material protegido. Além disso, a empresa foi previamente processada por um coletivo de gravadoras — incluindo a Universal Music Group — que acusou a companhia de usar ilegalmente letras de artistas como Beyoncé, The Rolling Stones e The Beach Boys para o treinamento do Claude.

Resposta da Anthropic

Em comunicado, a Anthropic declarou que discorda plenamente das alegações e que pretende defender suas posições em todo o processo judicial. A empresa também destacou recentemente um pedido de oferta pública inicial (IPO), sugerindo que o caso será um desafio significativo para sua trajetória corporativa.

O que ainda não foi divulgado

Apurado em 16 fontes

Kazinform (KZ) · Valor Econômico (Brasil) · Notícias ao Minuto (Portugal)

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