A inteligência artificial está sendo usada para espalhar desinformação nas eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, conforme apurado pela imprensa regional. O fenômeno, batizado de 'slopaganda', aumenta à medida que o dia 3 de novembro se aproxima. Segundo La Nación, republicanos e democratas utilizam a tecnologia, mas os primeiros lideram com 81% dos anúncios criados com IA. A única menção clara ao uso da IA em um dos anúncios investigados envolve o candidato democrata Abdul El-Sayed, acusado de simpatizar ao 11 de Setembro.
Anúncios sem aviso
O Wesleyan Media Project identificou 220 anúncios políticos gerados por IA, dos quais apenas 27% incluem aviso sobre uso da tecnologia. O gasto total chegou a mais de 137 milhões de dólares, contra apenas 50 mil dólares gastos em 2024. A maioria não alerta o eleitor sobre a artificialidade do conteúdo.
Reações e preocupações
O senador democratita Jon Ossoff considerou o uso da IA uma 'pendente resbaladiza para a verdade'. Ele pediu a retirada de um anúncio que o acusava de manipulação. Pesquisa recente mostra que 73% dos eleitores consideram o uso de IA nas campanhas inaceitável. O Brennan Center também alerta para a proliferação de informações falsas sobre voto por correio e máquinas eletrônicas.

Onde a cobertura diverge
La Nación e Veja destacam o uso tático da IA em anúncios específicos, como o caso de El-Sayed. A Prensa (Honduras) foca nas estratégias de desinformação estruturais, como a negação do voto legítimo e a ameaça ao voto por correio. Ambas as abordagens apontam para uma eleição mais vulnerável à manipulação digital.
O que ainda não foi divulgado
Não há informações sobre medidas federais para regulamentar o uso de IA em campanhas. Muitos estados não possuem legislação clara. Não se sabe se haverá aprovação de lei federal antes das eleições.


