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Anthropic flagra Houthis usando Claude para tentar fabricar mísseis

Anthropic disse que Houthis no Iêmen usaram chatbot Claude para tentar desenvolver mísseis. Relatório divulgado quinta-feira acende alertas sobre limites de seg

11 de set., 18:47 10 fontes · 5 países Segurança
SegurançaAnthropic
Sala de servidores escura com luzes de LED azuis Foto: Christina Morillo / Pexels

A inteligência artificial Anthropic anunciou ter identificado um grupo no norte do Iêmen usando seu chatbot Claude para tentar desenvolver mísseis guiados e foguetes. Incluem um míssil balístico com mais de 2.000 km de alcance e uma variante hipersônica. A revelação, em relatório divulgado quinta-feira (11), acendeu alertas sobre os limites de segurança da IA diante de grupos armados não estatais.

Segundo dados do Financial Times, Mint e The Economic Times, a Anthropic encontrou uma “célula de agentes” no norte do Iêmen — região controlada pelos Houthis, grupo rebelde apoiaado pelo Irã. O grupo trabalhava em três projetos: um foguete guiado com computador de voo de smartphone; um míssil balístico de múltiplos estágios com mais de 2.000 km de alcance; e um míssil multi-variante chamado R2000, com um veículo de planagem hipersônico entre suas variantes.

A empresa disse que o grupo usou o Claude para criar software de orientação, navegação e controle para esses projetos — uma tarefa que normalmente exigiria uma equipe de engenheiros. O grupo dividiu o trabalho em várias sessões de IA e tentou esconder a finalidade militar para não ser detectado, de acordo com a investigação da Anthropic.

Teste de foguete e limitações da IA

De acordo com o relatório, o grupo fez um teste ao vivo de um foguete guiado — ele falhou, aparentemente. Poucas horas depois, os mesmos usuários voltaram ao Claude para tentar descobrir o que deu errado. A Anthropic não encontrou provas de que o grupo tenha conseguido operacionalizar um dispositivo ou míssil funcional.

Mesmo assim, o grupo criou “kits de simulação offline” que permitiram continuar parte do desenvolvimento sem precisar de acesso contínuo ao Claude ou a ambientes de engenharia traditionais.

Paisagem desértica no Iêmen com montanhas ao fundo
Foto: Mohammad Hadi / Pexels

Reação e contexto geopolítico

A Anthropic disse que baniu as contas ligadas ao grupo logo que detectou a atividade ilegal e compartilhou informações com parceiros de inteligência. A empresa disse que está colocando em prática salvaguardas mais rigorosas para prevenir e detectar usos indevidos de seus sistemas no futuro.

O grupo não foi identificado pela Anthropic, mas as evidências apontam para os Houthis, que tem uma guerra civil há anos e ataca navios no Mar Vermelho, especialmente na região do Bab el-Mandeb. O The Independent destacou que Hazam al-Assad, membro do departamento político dos Houthis, chamou de “irrazão e ilógico” que o grupo dependa de fontes abertas para desenvolver capacidade militar.

A mídia internacional destaca que os Houthis já têm mísseis anti-navio iranianos com sistemas de orientação e buscam ampliar sua independência em relação ao Irã. No entanto, analistas consultados pelo The Independent avaliaram que, embora os Houthis possam estar “curiosos” sobre a tecnologia hipersônica por meio da IA, suas capacidades de produção e engenharia não são suficientes para construir tais armas.

A reportagem da AFP mostrou que os ataques recentes dos insurgentes na rota do Bab el-Mandeb aumentam a pressão sobre os mercados de petróleo e a segurança global.

O que ainda não foi divulgado

Apurado em 10 fontes

FT Alphaville (Reino Unido) · Mint (Índia) · The Economic Times (Índia) · The Independent (Reino Unido)

ver as 10 fontes

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