A Anthropic oficializou a contratação de Mariano-Florentino Cuellar como seu primeiro diretor de assuntos globais. O executivo ficará sediado em São Francisco e se reportará diretamente à presidente da empresa, Daniela Amodei.
A chegada de Cuellar ocorre em um momento de atrito entre a desenvolvedora do modelo Claude e o governo dos Estados Unidos. A missão central será conduzir o relacionamento com o governo Trump, que impôs controles sobre a tecnologia da companhia e incluiu a empresa em uma lista de restrições por divergências sobre diretrizes militares.
Perfil e atuação estratégica
A Anthropic busca em Cuellar um perfil de mediador. O executivo integrou a Casa Branca durante o governo de Barack Obama e presidia o Carnegie Endowment for International Peace até julho. Ele também atuou no Long-Term Benefit Trust da própria Anthropic desde janeiro, cargo que deixa para assumir a nova posição executiva.

A experiência de Cuellar inclui o trabalho em temas de segurança nacional e proliferação nuclear. Esse histórico é visto pela empresa como um diferencial, dado que parte do setor de IA utiliza o controle de armamentos como base para discutir a regulação e os riscos da tecnologia. Em 2025, ele co-liderou um estudo que fundamentou a lei estadual SB 53 na Califórnia, norma que protege denunciantes de empresas de IA e estabelece multas de até 1 milhão de dólares por violações.
Expansão e contexto
Além de gerir as tensões em Washington, Cuellar coordenará a expansão da presença global da companhia. A nomeação foi reportada por fontes na Índia e em Singapura, totalizando três veículos monitorados em dois países.
O que ainda não foi divulgado
- O nome do sucessor de Cuellar no conselho independente de quatro membros do Long-Term Benefit Trust.
- Os detalhes da estratégia jurídica que a Anthropic utiliza para contestar o bloqueio imposto pelo Pentágono.
- O cronograma de expansão internacional detalhado por mercados.