Segundo O Globo, Anthropic afirma ter identificado e interrompido, nos últimos oito meses, operações em que usuários tentaram usar o Claude para fins maliciosos, incluindo desenvolvimento de armas convencionais, pesquisas que poderiam contribuir para armas biológicas, propaganda, vigilância e golpes.
Detalhes das operações
O Globo relata que o relatório lista seis ocorrências ligadas a armas convencionais e cinco em que a IA poderia auxiliar em pesquisas de armas biológicas, além de usos em propaganda, vigilância e golpes.
La Presse informa que Anthropic thwarted vários complots potencialmente conduzidos por cientistas que utilizaram seus modelos de frontier para pesquisas suscetíveis de gerar agentes patogênicos, sem poder determinar se a intenção era legítima ou maliciosa.
O Olhar Digital cita um caso em que um pesquisador pediu ao Claude ajuda para elaborar um pedido de financiamento para estudos com o vírus chikungunya, com a intenção de inserir mutações que o tornassem mais patogênico; o trabalho seria conduzido por um instituto de pesquisa militar e a Anthropic interrompeu o acesso.
Jacob Klein, chefe de inteligência de ameaças da Anthropic, disse ao The New York Times que não se sabe se a pesquisa visava se tornar uma arma.
G1 e Tom's Hardware destacam que contas ligadas a atores estatais usaram proxies nos Estados Unidos para tentar desenvolver vírus mais letais e escapar de bloqueios regionais; a Rússia utilizou a ferramenta para produzir propaganda disfarçada de reportagens jornalísticas visando influenciar eleições na Moldávia; China e Irã aparecem em suspeitas de monitoramento de opositores exilados.
Le Figaro e Tilt (UOL) relatam que grupos iemenitas tentaram usar o Claude para desenvolver armas teleguiadas; o Diario El Salvador reproduziu a mesma informação.
Época Negócios e TN (Argentina) afirmam que a Anthropic descobriu que cientistas usaram seu modelo para criar armas biológicas.

Enfoque da cobertura
A imprensa canadense destaca a tentativa de uso científico para fins biológicos e a cautela da empresa.
A cobertura brasileira enfatiza a lista de países envolvidos: Rússia, China, Irã e Iêmen, e a quantidade de casos de armas convencionais.
A mídia francesa foca no uso do Claude por grupos iemenitas para tentar desenvolver armas teleguiadas, conforme relatado por Le Figaro e reproduzido pelo Tilt (UOL).
O FT Alphaville, do Reino Unido, sublinhou os exemplos de usuários que burlaram os controles.
O Tom's Hardware, dos Estados Unidos, concentrou‑se nos atores estatais e no uso de proxies americanos.
O que ainda não foi divulgado
- Identidade dos pesquisadores ou instituições envolvidos nos tentativas de armas biológicas
- Tipos específicos de armas convencionais mencionadas nos seis casos
- Detalhes técnicos das armas teleguiadas supostamente desenvolvidos com auxílio do Claude


