Anthropic detalhou, em seu prospecto de IPO, um plano de governança projetado para manter o controle estratégico da empresa mesmo após a saída dos fundadores originais. O laboratório de IA, que pode valer US$ 1,5 trilhão, distribuiu 50,1% dos votos em assuntos específicos entre seus sete co-fundadores, considerados “distintamente preparados” para cuidar da missão, conforme dados divulgados pela Reuters.
Ainda assim, um trust independente manterá a maioria das cadeiras do conselho, graças ao controle da classe T de ações, que permite eleger a maioria dos diretores.
Transição para o futuro
Quando os fundadores saírem e suas ações de voto especial (classe F) desaparecerem, o conselho será reorganizado em três grupos de tamanho semelhante, com mandatos de três anos, inspirado no modelo do Senado dos EUA.
Essa estrutura antiga, usada tradicionalmente para impedir fusões não desejadas, contrasta com a tendência recente de empresas norte-americanas elegerem todos os diretores anualmente.

Trust e comitês especializados
O long-term benefit trust, presidido por Neil “Buddy” Shah, exigirá que diretores sigam as diretrizes de “propósito de benefício público”, mesmo que futuros controladores do trust não compartilhem da missão original.
Anthropic também criou um comitê de segurança e risco, composto pelo CEO da Novartis, Vas Narasimhan, e por um ex-dutor da Casa Branca.
Onde a cobertura diverge
Veículos sul-africanos destacaram a tensão entre governança conservadora e inovação em IA. A imprensa local enfatizou a preocupação com o risco de uso autoritário da tecnologia, enquanto analistas financeiros ressaltaram a proteção contra pressões de acionistas.
O que ainda não foi divulgado
- Lista completa dos sete co-fundadores e detalhes de suas ações de voto;
- Identidade dos futuros controladores do trust após a saída dos atuais;
- Impacto real da estrutura de governança sobre decisões de investimento;
- Resposta da empresa sobre o contraste entre seu modelo e práticas atuais do mercado.


